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Catão defende critérios para as demissões dos prestadores de serviço

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Fernando Catão, não concorda que de uma só canetada se demita todos os prestadores de serviço, como tem defendido o Ministério Público Estadual. Segundo ele, cada caso merece um tratamento diferenciado, sobretudo os casos dos que há vários anos prestam serviço ao Estado. “Eu não entro nessa euforia de demitir todo mundo”, disse Catão.

 

Segundo ele, a demissão em massa num estado pobre como a Paraíba terá conseqüências graves na vida de muitos servidores que dedicaram anos de trabalho ao Governo do Estado. “Você tem uma cultura estabelecida e essa cultura não se muda do dia para a noite, nem com canetada”, destacou o presidente do Tribunal de Contas.

Ele disse que não é uma questão de ser contra ou a favor da demissão dos prestadores de serviço. “É questão de conhecer uma realidade, de ver a situação das pessoas que trabalham para uma instituição pública por 20, 25, 30 anos. O meu entendimento pessoal é que a legislação brasileira já protege o direito dessas pessoas”.

Para o presidente do Tribunal de Contas, o assunto é bastante polêmico e deve ser tratado com muito cuidado pelas autoridades competentes. “Essas questões são muito delicadas e devem ser analisadas caso a caso para não se cometer injustiças”, observou o conselheiro Fernando Catão.

 

Lana Caprina

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