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Casa de José Lins do Rego em Pilar é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil

O engenho onde viveu um dos maiores o escritor paraibano José Lins do Rêgo foi reconhecido nesta terça-feira (16) como Patrimônio Cultural Brasileiro. A apreciação do tombamento ocorreu durante a 110ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, realizada na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília (DF).

Localizado no município de Pilar (PB), o conjunto arquitetônico e paisagístico do Engenho Corredor foi onde o escritor José Lins do Rego viveu suas primeiras memórias de vida e é também o cenário onde se passam algumas de suas mais famosas obras, como “Menino de Engenho”.

“Se por um lado é verdadeiro que o Engenho Corredor abrigou, criou e deu à luz José Lins do Rego, também procede dizer que José Lins do Rego criou para o Mundo o engenho Corredor, o mundo do açúcar paraibano, e é a ele que devemos o prestígio nacional deste último remanescente que o Iphan trata hoje de tombar”, observou o relator do parecer e integrante do Conselho Consultivo, Gustavo Rocha Peixoto.

O tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico do Engenho Corredor abrange: a casa grande, residência e sede da propriedade, hoje recuperada e restaurada; os remanescentes e escombros da casa de engenho, hoje em ruínas, com vestígios do antigo sistema de produção de açúcar, que envolvia moagem, cozimento e depuração; a casa de purgar, local de secagem e embranquecimento do açúcar, construída posteriormente ao primeiro núcleo de ocupação; a antiga senzala, recentemente restaurada; além de todo o restante da área do conjunto contida na poligonal de tombamento proposta no parecer técnico do arquiteto Gustavo Peixoto, conselheiro relator do processo.  

O tombamento é fruto de um processo extenso de análises, visitas técnicas e pesquisas. Entre os profissionais envolvidos, estiveram os arquitetos Raglan Gondim e Giovani Barcelos, que compartilharam com o relator sua leitura sobre os escritos de José Lins do Rêgo. 

Segundo Raglan, a obra é marcada por “uma inquietação literária que insiste a nos narrar injustiças sociais contemporaneamente permanentes, com suas vozes ainda escritas nesses espaços, nas paredes, na coberta de telha vã, nos escombros a mostrar”. Barcelos concorda e acrescenta que, “de fato, o tempo parece não existir no Corredor. Toda sua mensagem para as gerações futuras é contemporânea”. 

Atualmente o Engenho Corredor é aberto à visitação, onde quem leu as obras de Lins do Rêgo pode ver de perto o cenário onde foram ambientadas. A casa contém móveis de época, utensílios e fotos do fundador, o avô do escritor, e da família. Para visitar, é necessário agendamento.  

Agência Gov.br

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