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Cartaxo se acosta a Dilma e defende a importação de médicos nas áreas mais carentes do país

Cartaxo se acosta a Dilma e defende a importação de médicos estrangeiros nas áreas mais carentes do país

Após a presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciar a polêmica contratação de médicos estrangeiros para atuarem no Brasil, políticos de todo o país já travam um grande debate sobre a questão. Segundo a presidenta, o Brasil é um dos países com menor presença de médicos estrangeiros – menos de 2% do total de profissionais que atuam no país – e que há regiões onde não existe atendimento médico suficiente.

Instado a falar sobre o tema, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), não tergiversou.

“Sou favorável. Nós temos diversos bairros da capital onde o médico não chega. O 1º passo que a presidenta está colocando é fazer um chamamento prioritário para os médicos brasileiros. Se eles não se apresentarem para trabalhar em algum PSF espalhado pelo Brasil inteiro, aí nós teremos a segunda etapa que é o chamamento dos estrangeiros”, afirmou.

Cartaxo justificou o argumento apresentando dados estatísticos; “O Brasil tem apenas 1, 78% dos médicos estrangeiros trabalhando no país. Um país da Europa por exemplo tem até 30%, outros 20%, a Argentina também tem um percentual alto de estrangeiros servindo à sua população”.

“O médico estrangeiro só vai trabalhar aonde o brasileiro não quiser entrar. E só vai trabalhar numa área específica. Não entrarão na iniciativa privada. A prioridade é para o médico brasileiro. Se o brasileiro não chegar nesse local, o estrangeiro chegará”, explicou Cartaxo.

Médicos reagem

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota nesta terça-feira, 25, alegando que a solução deve ser vista com cautela.

Para a entidade, priorizar e valorizar o profissional brasileiro neste processo é um caminho seguro. No entanto, o CFM ressalta que o êxito da iniciativa dependerá do aperfeiçoamento imediato das condições de atendimento oferecidas à população.

A convocação de médicos brasileiros, por meio de concurso público, com oferta de condições de trabalho e com “remuneração compatível com a responsabilidade assumida”, é outra ação defendida pelos médicos. No entanto, para a entidade, simultaneamente deverá ser construída uma carreira de Estado no Sistema Único de Saúde para médicos e outros profissionais da saúde.

De acordo com a nota, os médicos defendem que, caso o governo siga este caminho, e ainda assim o país continue com vazios assistenciais, o governo poderá importar médicos, desde que os interessados sejam aprovados pelo exame de validação de diploma, o Revalida, preparado pelo Ministério da Educação e em testes de proficiência de língua. Porém, os médicos ressaltam que o exame deve permanecer com os atuais critérios de aprovação.

Com relação à abertura de novas vagas de residência, o CFM considera medida importante, mas alerta que os hospitais que oferecerem essas vagas deverão ter estrutura para garantir bom atendimento aos pacientes e a boa formação dos especialistas.

PB Agora

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