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Cartaxo “pariu um rato”, erro pode comprometer seu futuro político

Cartaxo “pariu um rato” e erro pode comprometer seu futuro político

As reformas e contrarreformas promovidas pelo homem ao longo da história nos colocaram em um mundo mais sábio e equânime. Sim, é bem certo que, ao implementar movimentos reformistas,  “abalos” surgiram, e faíscas foram vistas no desembainhar de espadas e baionetas. E nesse jogo de palavras, o leitor pode estar a indagar aonde quero chegar com tais certezas. Aí respondo, de pronto: na pseudo-reformar administrativa implementada pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, no início do ano.
 

Observando de forma mais apurada, as acomodações chanceladas pelo prefeito nada mais são que meras atitudes casuísticas e escandalosas, por assim dizer. A mais palpável foi a ida do seu irmão (clone) Lucélio Cartaxo para chefia de gabinete, sendo contestada pela oposição. Em claro gesto de afronte à lei municipal ‘anti-nepotismo’, de própria autoria, Luciano Cartaxo se valeu de um expediente jurídico para justificar a validade do seu ato. Mas pegou mal, e será combustível a ser utilizado por seus adversários nas eleições municipais em 2020.
 

Além de Lucélio Cartaxo e outras acomodações já esperadas, como a volta ao governo municipal de Zennedy Bezerra e Diego Tavares, a propalada “reforma” ganhou contornos de uma ópera bufa. Quase espirituosa e satírica. Um chá de cozinha entre amigos e parentes do prefeito. Nada mais que isso.
 

A olho nu é observado que a lógica de Horácio, pensador latino, que cunhou a expressão “parturient montes, nascetur mus”, cuja tradução livre significa a “montanha pariu um rato”, foi posta em prática por Cartaxo. Pois é: o camundongo do prefeito já veio ao mundo sem força substancial para oferecer a segurança política e administrativa necessária à sua gestão. 
 

E o que é pior: no umbigo vaidoso de Luciano, não há novas perspectivas em trazer para si nomes que agreguem competência técnica, pois o mar da política do toma lá, dá cá perfurou o casco da sua nau. Não reparado o dano, a embarcação pode afundar e os planos para eleger um sucessor tenderão a ir para o ralo da vaidade. E se isso ocorrer, o carnaval fora de época do prefeito pode acabar em “picolé de manga”, sem direito a retorno para o “Olimpo” político paraibano. 
 

Por isso; cabe ao alcaide pessoense colocar o seu bloco na rua e providenciar uma reforma administrativa rápida e certeira. Uma reforma consistente. Que ofereça eficiência no gerir o Executivo pessoense e, ao mesmo tempo, lastro político. Sem ela, Luciano Cartaxo poderá cair no ostracismo e sua vida enquanto homem público encerrar numa melancólica “quarta-feira de cinzas” qualquer.
 

Eliabe Castor

PBAGORA


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