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Campanha de vacinação contra a aftosa inicia em abril, na Paraíba

Governo do Estado prepara lançamento da ação, que ocorrerá de 1º a 30 do próximo mês

O Governo do Estado, numa ação coordenada pela Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), já se prepara para o lançamento da primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa 2010, na Paraíba. A campanha ocorrerá de 1º a 30 de abril e a expectativa é imunizar 100% do rebanho estadual, aproximadamente 1,3 milhão de bovinos e bubalinos.

Em abril, a campanha de vacinação também acontece em outros cinco Estados: Alagoas, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima, que têm o mesmo calendário vacinal da Paraíba. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) tem como estratégia principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Superar meta – O secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Ruy Bezerra Cavalcanti Junior disse que o objetivo da campanha é vacinar o rebanho e superar o sucesso da mobilização passada, que atingiu 87,08% de animais imunizados, ficando acima do mínimo exigido pelo Ministério da Agricultura, que é 80% do rebanho.

Realizada duas vezes ao ano, a campanha de vacinação é a principal responsável pelo sucesso na prevenção da aftosa na Paraíba, que há 10 anos não registra nenhum caso da doença. Nesta primeira etapa, o secretário Ruy Bezerra espera atingir 100% do rebanho e salienta que graças à participação de todos os envolvidos na ação, a sanidade animal da Paraíba tem conseguido atingir um bom percentual cumprindo a determinação do Ministério da Agricultura. “Tanto o grande quanto o pequeno produtor são beneficiados com essas medidas, pois o mercado é o mesmo para ambos”, diz o secretário.

A doença – A febre aftosa é caracterizada por feridas (aftas) na boca, casco e úbere do animal. É altamente contagiosa e pode ser transmitida por animais doentes, pelo ar, água, e até mesmo por pessoas (por meio de calçados, roupas e veículos).

“Graças às campanhas de prevenção, a Paraíba conquistou o status de risco médio de aftosa, o que beneficia diretamente a produção e o comércio no setor”, destacou o secretário.

Convocação – O gerente Executivo da Defesa Animal da Sedap, Jamir Macena de Sousa, faz uma convocação a todos os servidores que integram a Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsavs), para a participação efetiva na campanha de vacinação da febre aftosa.

“Precisamos atingir 100% do rebanho. A vacinação é a maneira mais barata, simples e eficaz de evitar essa doença, que pode causar grandes prejuízos econômicos aos produtores e comprometer seus rebanhos”, afirma. Ele faz também um alerta aos 54 municípios que na campanha passada estiveram abaixo do exigido pelo Ministério da Agricultura. “A perspectiva da Defesa Animal é não apenas manter os bons índices de cobertura vacinal, como também aumentá-los”, enfatiza Jamir.

Comprovação – A gerente operacional de Defesa Animal, Érika Rejane, lembra que a vacinação é obrigatória e deve ser comprovada até o dia 10 de maio nos escritórios das Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsavs) ou nas sedes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) e prefeituras municipais.

A multa por cada cabeça de gado não imunizada é de R$ 147,15. Por meio da comprovação é possível avaliar a campanha e atualizar os cadastros dos criadores. Sem o atestado, o produtor não recebe a Guia do Trânsito Animal (GTA) destinada a movimentar os animais para venda.

Orientações ao criador – Adquira a vacina somente em estabelecimentos cadastrados; tanto no transporte quanto no armazenamento, a temperatura de conservação da vacina deverá ser mantida entre 2 e 8 graus centígrados, e o traslado é feito em caixa isotérmica (isopor) contendo no mínimo dois terços de seu volume em gelo (nunca congele) e escolha o horário mais fresco do dia para realizar a vacinação.

Além disso, o criador deve vacinar preferencialmente no terço médio do pescoço (tábua do pescoço); substituir a agulha frequentemente, para evitar infecções; manter os frascos resfriados durante a operação; classificar os animais por faixa etária e sexo, por conta da declaração a ser entregue nos escritórios. Mais informações e esclarecimentos podem ser obtidos na Gerência Executiva da Defesa Agropecuária da Paraíba ou pelo telefone 0800-281-3031.

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