Por pbagora.com.br

Começa nesta quarta-feira, dia 7, a campanha de vacinação antirrábica em João Pessoa, com duas unidades móveis da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses circulando na zona urbana.

Os agentes irão visitar as residências que possuem cães ou gatos para aplicar nos animais a vacina contra a raiva. Inicialmente, as fronteiras da cidade serão atendidas, em localidades de acesso mais difícil. Conforme a gerente do Zoonoses, Djanira Lucena Araújo, a região próxima a Cabedelo será a primera beneficiada. No dia 17 de outubro, sábado, será o Dia “D” da campanha, quando 156 unidades fixas de vacinação estarão espalhados pela cidade.

As unidades móveis permanecem atendendo até o final de outubro e no Zoonoses a aplicação da dose em animais é permanente. A campanha é nacional, uma ação do Ministério da saúde em conjunto com as Prefeituras Municipais.

Djanira Lucena Araújo informa que todos os animais a partir de dois meses devem tomar a vacina, que será gratuita. “Este ano, a substância é mais potente, com 90% de garantia de imunização. A vacina que foi dada no ano passado garantia apenas 30%. Ainda assim, foram imunizados 72.881 animais, sendo 55.715 cachorros e 17.166 gatos”, informa.

Segunda a bióloga do Zoonoses, Ivonete Marques, que trabalha na campanha, em torno de 600 agentes estarão mobilizados para atendimento em unidades que estarão nos Postos de Saúde da Família, em grandes supermercados, nas principais praças, colégios e outros locais, em todos os bairros de João Pessoa. A antirrábica deve ser dada anualmente em cães e gatos.

A raiva é um vírus transmitido pelo morcego ou por animais selvagens que atacam facilmente os cachorros e gatos e acabam por afetar o homem e outros animais domésticos. O médico veterinário Pedro Pontes de Alcântara esclarece que os sintomas são semelhantes nos humanos e em animais e variam conforme o indivíduo. Da mesma forma, se uma pessoa é mordida nos pés por um cão infectado, o vírus pode demorar até dois meses para chegar ao cérebro, conforme a estatura. Caso a mordida seja no pescoço, em até duas semanas o cérebro está comprometido. Desde quando começa a ação do vírus, em até dez dias ocorre o óbito do animal. Quanto ao ser humano, esse prazo pode variar.

De acordo com o veterinário, a vítima que levou uma mordida deve lavar o ferimento na hora com água e sabão em pedra e procurar os locais na cidade para se submeter às vacinas humanas imediatamente. Se a pessoa seguir criteriosamente o programa de vacinas, estará imunizada. Quanto ao animal, deve ficar em observação por dez dias e caso apresentar alterações no comportamento, deve ser levado ao veterinário.

Em João Pessoa, a vacina antirrábica para humanos está disponível no Lactário da Torre, na Rua Rui Barbosa, e nos Cais de Mangabeira, Mandacaru e Jaguaribe. O telefone da ouvidoria da Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba, para maiores esclarecimentos, é: (83) 3214-7968

O Norte

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