A Paraíba o tempo todo  |

Caminhoneiros parados, abastecimento pode entrar em colapso

Cerca 200 caminhões que fazem a distribuição de combustíveis para postos de todo o estado pararam de circular desde ontem, segunda-feira (4) e não há previsão de retorno das atividades.

A paralisação já começa a provocar uma preocupação entre motoristas, que estão correndo para abastecer seus veículos e evitarem ser prejudicados com a falta de combustível nas bombas dos postos na grande João Pessoa.

Para piorar, a categoria já anunciou para esta quarta-feira (06), véspera de feriado, o fechamento de trechos das BRs 230 e 101 para reivindicar uma negociação com as autoridades responsáveis. A interdição está prevista para acontecer das 6h às 17h.

Na BR-101 o protesto será na saída para Recife e, na 230, nas saídas para Natal e Campina Grande.

Segundo o presidente do sindicato que representa as categorias (Sindmae-PB), Marco Antônio,a paralisação acontece em protesto às más condições de trabalho e cobranças indevidas aos trabalhadores por parte dos Terminais de Armazenagens de Cabedelo (TECAB)

“Quando a carga sai das usinas a medição é feita em litros, mas ao chegar no porto [de Cabedelo] eles (TECAB) querem calcular no peso. Isso é um absurdo e acaba nos prejudicando porque a diferença nessa conversão chega a 200 litros. E os empresários não querem perder dinheiro, então acabam descontando essa falta no nosso salário”, reclama.

Ainda conforme o presidente do sindicato, por causa dessa cobrança houve casos de motoristas que não receberam dinheiro algum no fim do mês.

“Em uma só carga, o prejuízo pode chegar a mil reais, 30% do valor do nosso salário. Mas cada motorista transporta uma média mínima de uma carga a cada dois dias. Ou seja, já tivemos casos de motorista que recebeu contracheque zerado”, completa Marco Antônio.

Os motoristas e ajudantes de entrega de combustíveis também reclamam que no Porto de Cabedelo não há condições propícias para trabalho.

“Vamos aguardar negociação com a administração do porto de braços cruzados e esperamos o apoio de autoridades públicas. Não temos data para retornar aos trabalhos”, finalizou.



Redação

    VEJA TAMBÉM

    Comunicar Erros!

    Preencha o formulário para comunicar à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta matéria do PBAgora.

      Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “PROSSEGUIR”, ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies em nosso site.
      Total
      0
      Compartilhe