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Belezas naturais paraibanas são destaques na mídia nacional

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 Uma reportagem especial assinada pelo jornalista Eduardo Vessoni do impresso O Globo, neste mês de agosto mostrou muitas das belezas naturais da Paraíba ao publico brasileiro em especial ao do sudeste do país. Intitulada ‘Para curtir o litoral da Paraíba sem pressa’ a matéria mostra que p Estado é para ser apreciado sem pressa.

 

Confira a matéria abaixo:

A Paraíba é daqueles destinos que merecem ser degustados aos poucos, sem pressa. Ocupa apenas 56 mil km² e é um dos menores estados de todo o Nordeste brasileiro. Ainda assim, revela-se em uma sequência de experiências que incluem passeios ecológicos mangue adentro; turismo rural orientado pelo sabor da comida de fazenda e pelo aroma forte da cachaça; trilhas em cenários áridos de tons alaranjados que costumam aparecer apenas em filmes nacionais; rotas históricas que levam o visitante a épocas de dinossauros e desenhos rupestres.

 

Porém passam-se os anos e esse estado espremido entre Rio Grande do Norte e Pernambuco segue se escondendo atrás de velhos títulos. A capital, João Pessoa, abriga o “ponto mais oriental das Américas”; o município de Cabedelo se orgulha das apresentações do “Bolero”, de Ravel, registradas no “Guinness”; Campina Grande ainda compete com a pernambucana Caruaru como palco do “maior São João do Mundo”. Além dessas imagens que se repetem a cada temporada, esse destino nordestino ainda pouco explorado por viajantes do Sudeste surpreende o visitante que já não se contenta apenas em por os pés na areia ou lotar embarcações em direção a cenários populares.

João Pessoa é a “cidade onde o sol nasce primeiro” e é ali que o viajante faz sua primeira (e merecida) parada. A capital paraibana tem 24 quilômetros de orla, onde se estendem faixas de areia com visual selvagem como Barra de Gramame e Praia do Sol, que nem parecem vizinhas a endereços urbanos como Tambaú e Manaíra.

É na Ponta do Seixas, no litoral sul da cidade, que surgiu o tão famoso título que reforça a posição avançada da Paraíba com relação a outros destinos litorâneos do continente. Localizada no ponto mais oriental das Américas, a praia se espalha por 1.500 metros e é recortada por falésias cujas sombras se debruçam sobre a areia no início da tarde. A vizinha Cabo Branco é também marcada pelo relevo íngreme que abriga paredões avermelhados de até 50 metros de altura e trechos preservados de Mata Atlântica diante do mar.

No entanto, é fora da orla urbana que se encontram os trechos de visual mais impactante de todo o litoral paraibano, daqueles capazes de fazer qualquer viajante adiar o retorno para casa.

Nos endereços mais afastados, o cenário é quase sempre o mesmo. Faixas largas de areia, mar esverdeado de águas mornas e alguns poucos estabelecimentos comerciais, que somente perdem a razão de estarem ali quando insistem com o som alto de gosto duvidoso que pouco combina com aquela paisagem selvagem.
Seguindo o litoral rumo ao sul da Paraíba, a Natureza parece ter exagerado no traçado da costa litorânea, cuja geografia curvilínea abriga praias e baías escondidas que fazem daquele território a 35 minutos de João Pessoa um dos mais belos de todo o estado. Ali, percebe-se que nem só de praias de areia fina e águas azuladas se faz o litoral paraibano. Cânions que se revelam diante do mar, pedras de formatos misteriosos e trilhas pela mais árida das paisagens nordestinas são alguns dos cenários que surpreendem os forasteiros.

Seja do alto dos diversos mirantes ou no nível do mar, Coqueirinho, em Conde, revela o lado mais exibido do litoral paraibano (e nem poderia ser diferente).

 

Rodeada por falésias e coqueirais, essa praia se encontra em uma baía em forma de ferradura e oferece para os banhistas águas mais tranquilas do que o trecho vizinho de mar aberto. O setor mais congestionado da praia conta com uma infinidade de vendedores de alimentos e (superfaturados) serviços de aluguel de cadeiras, mas bastam alguns passos baía afora para o visitante se convencer, outra vez, de que aquele é um dos lugares mais exclusivos do destino.

 

Pois essa praia tão cobiçada dá acesso a uma das experiências mais inusitadas da região: o Cânion do Coqueirinho, um impressionante corredor de escarpas multicoloridas com 800 metros de extensão que acrescenta outras cores ao mar azulado que fica logo adiante. É possível contratar o serviço de bugueiros que levam visitantes ao interior do cânion para fazer pequenas caminhadas.

 

Na hora em que a fome apertar, não deixe de conhecer o charmoso restaurante Canyon de Coqueirinho, especializado em servir pratos como o siri mole e o trio com lagosta, peixes e camarão assinados pela divertida e falante chef de cozinha Ana Luiza Mendonça. As espreguiçadeiras de vime ao ar livre e a música lounge suave como trilha sonora são a agradável antítese de um lugar que só parece ter ouvidos para a música de apelo, exageradamente, popular. Não deixe de provar a caipirinha de cajá, uma das especialidades do cardápio de bebidas da casa.

 

Enquanto Coqueirinho se exibe para os visitantes, a vizinha Tambaba é o endereço discreto dos praticantes de naturismo. Declarada a primeira do gênero no Nordeste, a praia tem uma extensão de 500 metros escondidos entre corredores naturais de pedras e de mata densa. Na portaria de entrada, onde uma simpática funcionária apresenta as regras de comportamento na praia, grupos de visitantes indecisos (e em sua maioria desistentes) costumam aglomerar a passagem para a pequena passarela de acesso.

 

Para quem percorre as praias do litoral rumo ao norte do estado, o município de Cabedelo, a 18 quilômetros de João Pessoa, guarda não só atrações bem manjadas como a Praia do Jacaré — onde o músico Jurandy do Sax já tocou para turistas o “Bolero”, de Ravel, mais de 4.350 vezes durante o pôr do sol e entrou para o livro “Guinness” por tal feito — como também as piscinas naturais de Areia Vermelha, um banco de areia que emerge no período de maré baixa a 1,5 km da costa da praia de Camboinha.

 

Camaratuba, distrito da distante Mataraca, no litoral norte, é a Paraíba sem pressa que deu as costas para as atrações mais populares daquele estado. Essa comunidade simples de chão de terra batida parece mesmo preocupada com a tábua da maré que enche ou diminui o volume das águas do rio que dá nome à cidade.

 

Isolada e ainda pouco explorada (para a sorte dos raros forasteiros que desembarcam por ali), a Barra de Camaratuba fica perto da divisa com o Rio Grande do Norte, a 110 km da capital paraibana, e é marcada por uma extensa praia com 13 km de mar aberto conectada ao rio local por nostálgicos passeios de jangada administrados por índios potiguaras que vivem na região. O local é considerado uma das últimas áreas selvagens do litoral nordestino e endereço da única reserva indígena dos potiguaras ainda existente, em Baía da Traição.

 

É ali também que acontece uma das experiências mais inusitadas da região: a fascinante trilha pelo interior de um mangue local. A caminhada começa em um trecho raso do manguezal, onde coloridas espécies de caranguejos se destacam naquele mundo particular de visual acinzentado e troncos de árvores arqueados.

 

O visitante avança no mesmo ritmo lento em que aquelas águas rasas começam a subir até tocarem-lhe, suavemente, os joelhos e, mais adiante, o peito. É hora de subir em uma das boias em forma de espaguete que servirão de embarcação improvisada nas próximas horas. E o que era um canal de dimensões inocentes e estreitas se transforma em um rio caudaloso com margens largas e correnteza apressada (mas com ritmo suficiente para apreciar o cenário ao redor).

 

Dali para frente, o visitante aventureiro segue em direção ao mar e ainda tem tempo de parar em uma comunidade indígena ribeirinha, uma das 24 aldeias locais que integram a reserva dos potiguaras. À espera do turista estão os indígenas com suas barracas de artesanato e uma disposição desmedida em mostrar as dependências de suas ocas.

 

As trilhas são parte de um projeto de sensibilização ecológica encabeçada por uma ONG local para o desenvolvimento de um turismo sustentável na região e só devem ser feitas com o acompanhamento de guias autorizados. Para quem passa a noite na cidade (em pousadas simples e bem equipadas que fazem com que o hóspede se sinta em casa, uma expeirência altamente recomendada), sugere-se realizar também a Trilha da Lagoa Encantada, cujo título dispensa explicações.

 

Redação com Jornal O Globo

 

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