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Bayeux: ação contra show de Calypso

Os eventos realizados na
área de lazer localizada em frente à fábrica da Penalty, em Bayeux, vêm
sendo motivo de muitos debates e discussões nas comunidades próximas ao
local dos shows e na Câmara de Vereadores do município.

A grande reclamação da população é que o espaço para realização dos shows
organizados pelas produtoras de eventos não é o mais adequado. Os moradores
denunciam vários transtornos nos dias em que são realizados os eventos. Além
do trânsito e da sujeira, outra razão para as insatisfações é o barulho
ensurdecedor e os horários que as festas terminam. Segundo os moradores elas
vão até 05horas da manhã.

 

O centro da cidade é a área mais afetada. Os moradores das ruas Carioca, 21
de abril e Estrela, que ficam próximas, não suportam mais o desconforto
gerado pelos grandes espetáculos.

 

No dia 08 de maio já está marcado um novo show no local, desta vez com a
Banda Calypso, Yegor Gomes, Banda Encantus e a dupla Paulo Sérgio e Daniel.
Para impedir a realização da festa, os moradores pretendem entrar com uma
ação no Ministério Público expondo todos os fatos e comprovando o infortúnio
que o evento traz.

 

Uma reunião foi marcada pela Associação de Moradores do Centro para esta
sexta-feira (30), para discutir com os moradores essa problemática. O
presidente da associação, José Alves, conhecido como “Zezo”, confirmou que a
população está muito insatisfeita e prejudicada com os shows. Também
participarão da reunião, as associações do Sesi (AMBS) e da Travessa
Marechal Costa e Silva.

Ricardo Sérgio, Presidente da Associação da Marechal Costa e Silva, afirmou
que é totalmente contra a realização dessas festas e que já dispõe de um
abaixo-assinado com 900 assinaturas de moradores solicitando o cancelamento
dos eventos na área em frente a Penalty. “São inúmeras reclamações que
recebemos do barulho que eles fazem. Outro fato lamentável é a falta de
banheiros químicos suficientes. As pessoas ficam urinando no chão e no outro
dia o mau cheiro é insuportável”, denunciou.

 

O presidente da Associação do Sesi, Humberto Pereira, foi mais além e disse
que as festas não trazem nenhum benefício para a cidade.” Vamos participar
também da reunião e provar que esses shows não trazem nenhum benefício nem
geração de renda para o município”, afirmou.

 

Já o ativista cultural, Nandinho, o comércio informal ganha com os eventos,
porém, incomoda muito os moradores. Ele disse que se a maioria está se
sentindo prejudicada, ele acompanhará as decisões da coletividade.

 

Na Câmara de Vereadores, o assunto foi comentado pelo vereador Nino do PT
que propôs um debate com as associações comunitárias para discutir
mecanismos que possam ajudar a resolver esse problema.

 

 

Bayeux em Foco

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