Oito donos de barracas instaladas na orla do Bessa, em João Pessoa, foram notificados para deixar o local dentro de 20 dias. Ontem, a Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU) iniciou a entrega dos documentos aos propritários dos bares que ficam ao longo da faixa litorânea pertencente ao governo federal. O chefe de Fiscalização da GRPU, Braz Tavares, afirmou que os estabelecimentos correm risco de serem demolidos se os empresários descumprirem a determinação da Gerência Regional. “Os bares estão localizados em áreas que pertencem à União e, por isso, precisam sair do local. Além disso, os estabelecimentos prejudicam o meio ambiente, porque alteram o espaço de praia existente no Bessa”, justificou Braz Tavares.
Entre as barracas que receberam a notificação da GRPU, estão pontos bastantes frequentados por turistas que visitam a orla de João Pessoa, a exemplo do Golfinho Bar, Estaleiro e Peixe Elétrico. Na barraca Estaleiro, os funcionários estão com medo de perder o emprego. O gerente do estabelecimento Severino Gomes disse que existem 16 funcionários que dependem do ponto comercial para sobreviver. “Se o Estaleiro fechar, vamos ficar desempregados. Quase todos os funcionários possuem esposa e filhos para alimentar. Nós não temos outro trabalho. O jeito vai ser a gente pedir ajuda aos parentes e vizinhos para não morrer de fome”, prevê o gerente da barraca Estaleiro.
A presidente da Associação dos Proprietários dos Bares da Orla do Bessa, Natália Queiroga, afirmou que os empresários estão sem saber o que fazer para reverter a decisão da GRPU. “O que nos resta é apelar para Deus, porque os homens não querem ouvir nosso pedido de permanência na orla do Bessa. Nós somos trabalhadores e criamos oportunidades de emprego para várias pessoas na capital”, afirmou.
Turistas e moradores do Bessa ficaram revoltados com a ordem de retiradas das barracas do Bessa. A modelo Paula Ramalho reside na Itália e passa as férias em João Pessoa. Ela conta que a região dos bares no Bessa é um local agradável e ponto turístico na capital. “O local é tranquilo. Um paraíso para quem deseja descansar na cidade. Sempre quando estou de férias, eu procuro ficar na orla do Bessa e frequentar as barracas, que não podem fechar. Eu sou contra essa medida da GRPU”, defendeu a modelo.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa, Ivan Burity, a decisão da GRPU não teve influência da Prefeitura da capital. Ele declarou que o Governo Municipal não tem projetos turísticos ou econômicos para a área ocupada pelas barracas no Bessa. “A área é de uso comum do povo. Só a GRPU que possui a gestão daquele espaço”, ressaltou Ivan Burity.
ENTENDA O CASO
A iniciativa para remoção dos estabelecimentos partiu de uma decisão dos menbros do ComitêGestor do Projeto Orla, em outubro de 2008. Em março deste ano, os donos dos estabelecimentos ganharam um prazo para defesa, através de decisão do presidente do Tribunal de Justiça (TJ) da Paraíba, desembargador Luiz Sílvio Ramalho Júnior. A decisão judicial negou o recurso administrativo da Prefeitura de João Pessoa, movido em fevereiro deste ano na Justiça, para retirar os pontos comerciais do Bessa.
Por conta da determinação da Justiça, os barraqueiros ganharam o direito de permaneceram na orla marítima até a notificação de ontem, emitida pela GRPU. Na decisão, o juiz Sílvio Ramanho Júnior anulou a autoridade da prefeitura no gerenciamento da área onde estão localizadas as barracas. Com isso, apenas a Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU) e o Comitê Gestor do Projeto Orla de João Pessoa possuem competência para administrar a faixa litorânea.
Jornal da Paraíba
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