Barbárie de Queimadas vira documentário, 11 anos após estupro coletivo

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Onze anos após o estupro coletivo, a Barbárie de Queimadas, como ficou conhecida, virou um documentário. O estupro coletivo planejado contra cinco mulheres em uma festa de aniversário resultou na morte de duas delas, em Queimadas, no Agreste da Paraíba, provocou revolta e ampla repercussão naciona.

O crime, que causou indignação nacional e ficou conhecido como “Barbárie de Queimadas”, é tema de um documentário, produzido em Campina Grande, e que conta o caso do ponto de vista dos profissionais que trabalharam na apuração. Assista acima ao trailer de “A década em que nada mudou”.
O filme tem direção, roteiro, produção, fotografia e montagem pela jornalista Carol Diógenes. Segundo a diretora, o documentário tem a intenção de homenagear a memória das vítimas e levantar o debate sobre as atualizações do caso ao longo do tempo.

No documentário, foram ouvidos jornalistas, policiais, delegados, entre outras pessoas que atuaram diretamente na apuração do crime, que abalou a cidade de Queimadas. Para ajudar na composição, foram utilizadas imagens de reportagens feitas durante a última década, que auxiliaram na reconstituição da memória do caso. O filme está previsto para ser lançado em maio.

O crime aconteceu na madrugada do dia 12 de fevereiro de 2012, em uma casa no Centro de Queimadas. Na casa estavam sete mulheres, nove homens e três adolescentes. Os irmãos Luciano e Eduardo dos Santos Pereira organizaram a festa, convidando as vítimas para o evento, o aniversário de um deles.

O que as cinco mulheres não imaginavam é que seriam vítimas de um estupro coletivo dos homens, que seria um “presente” para o aniversariante. Para realizar o crime, Eduardo e Luciano forjaram um assalto e entraram encapuzados na residência durante a festa.
Os envolvidos nos abusos combinaram que, durante a festa de aniversário, três deles apagariam o sistema de energia e invadiriam a casa com máscaras de carnaval se passando por assaltantes para poder render as vítimas e, depois que elas fossem amarradas e vendadas, todos iriam estuprá-las.

Em 2014, Eduardo dos Santos Pereira foi condenado a 108 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por dois homicídios, formação de quadrilha, cárcere privado, corrupção de menores e porte ilegal de arma, além dos cinco estupros. Por estes crimes, ele foi condenado a 106 anos e 4 meses de reclusão. Além disso, ele recebeu uma pena de 1 ano e 10 meses de detenção pelo crime de lesão corporal de um dos adolescentes envolvidos no crime.

Em 2014, Eduardo dos Santos Pereira foi condenado a 108 anos de prisão. Luciano dos Santos Pereira, irmão de Eduardo, foi condenado a 44 anos de prisão. Fernando de França Silva Júnior, vulgo ‘Papadinha’, foi condenado a 30 anos de prisão

Redação

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