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Bailarinos paraibanos pedem ajuda para estudar na escola do Bolshoi

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 Dois bailarinos paraibanos foram aprovados pela escola do Balé Bolshoi, com sede em Santa Catarina, e começaram uma campanha nesta quarta-feira (6) para arrecadar fundos para estudar na cidade de Joinville. As famílias de Debora Duany e de Eduardo Lima, de 13 anos, não têm condições de manter os filhos durante o período que vão precisar ficar na cidade.

 

“Eu amo dançar, é muito importante pra minha vida, não sei o que eu faria se eu ficasse sem dançar” afirma Debora, que já está na segunda aprovação para participar da escola do Bolshoi. Sua mãe, a professora Edna Paiva, conta que gastava cerca de R$ 1.500 reais mensais para manter a menina na cidade e que após cinco meses, mesmo com todos os esforços dela e do marido, que é taxista, não foi mais possível permitir que ela continuasse na cidade.

“Fizemos o possível e o impossível para mantê-la lá, mas chega uma hora que não dá mais, então trouxemos ela de volta. Ela ficou triste, mas não tinha mais o que fazer. Fiquei frustrada, dá uma sensação de impotência”, lamenta Edna, que completa: “Eu faço um apelo aqui pra quem puder ajudar minha filha a continuar o sonho que foi infelizmente podado agora no meio do ano. Que ela volte em fevereiro a cursar as aulas no Bolshoi, como é o grande sonho dela”, pede.

Eduardo Lima fazia aulas de balé na Casa Pequeno Davi, iniciadas a convite da professora Denilse Regina, que coloca a oportunidade de estudar no Bolshoi como perfeita para a carreira de bailarino. Eduardo entrou no balé neste ano e ser selecionado foi quase inacreditável. Ele conta que ficou tão feliz que saiu pulando pelo meio da rua. “É o meu sonho que está lá e eu vou conseguir realizar. E ajudar a minha mãe, que é o meu sonho também”, afirma o menino.

Eduardo mora com a mãe e os três irmãos no bairro do Varadouro. O salário da mãe como empregada doméstica é a única fonte de renda da família. “Eu não tenho condições, sou sozinha pra tudo. Espero que vocês vejam o talento do Eduardo para ajudar ele, que eu não tenho condições e é o sonho dele”, pede a mãe dele, Lígia Lima.

Para quem tiver interesse em contribuir para a manutenção dos jovens em Joinville, é possível depositar qualquer quantia nas contas poupança que eles abriram exclusivamente para essa arrecadação, confira:

Eduardo Lima dos Santos

Caixa Econômica Federal

Agência 0037, operação 013, conta poupança número 34888-4

Debora Duany

Caixa Econômica Federal

Agência 0729, operação 013, conta poupança número 25861-5.

G1

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