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Audiência pública discute construção de estaleiro em Lucena

 A construção do estaleiro da Empresa de Docagens Pedra do Ingá (EDPI) foi tema de discussão em audiência pública realizada nesta sexta-feira (3), no ginásio da Creche Jesus Menino, em Lucena. Na ocasião, foi apresentado o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para implantação do empreendimento, que está avaliado em aproximadamente R$ 2 bilhões. Após a apresentação, foi aberto espaço para a população encaminhar questionamentos relacionados aos impactos ambientais e socioeconômicos que deverão ocorrer na região em decorrência da instalação do estaleiro.

 

O EIA/RIMA é um dos requisitos exigidos pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para a concessão da Licença Prévia (LP). Por meio da audiência pública, a população pode ajudar a nortear o parecer técnico que será encaminhado ao Conselho Estadual do Meio Ambiente, responsável por autorizar ou não a licença que atesta a viabilidade da instalação na área pretendida. Caso todas as licenças sejam emitidas no prazo planejado, a estimativa é que as obras comecem até o primeiro trimestre do próximo ano.

 

Serão gerados 3 mil empregos durante a fase de construção do estaleiro e 1,5 mil postos diretos quando estiver em fase de plena operação. “O número de empregos indiretos é ainda maior porque um empreendimento desse porte traz consigo uma grande cadeia com outras empresas prestadoras de serviço, hotelaria, restaurantes e outros serviços”, afirmou Celso Sousa, representante do grupo norte-americano McQuilling Services Company, responsável pelo investimento.

 

O aproveitamento de mão de obra local foi um dos questionamentos mais frequentes durante a audiência. Em resposta, Celso Sousa garantiu que a empresa focará na qualificação dos trabalhadores da região para que ocupem os postos no estaleiro. Serão criadas oportunidades de emprego, como operador de guindaste, técnico em eletrônica, soldador, operador de dique, operador de máquinas, encanador e outros.

 

Com mais de 600 mil metros quadrados de área de terreno, o EDPI é projetado para efetuar reparos e docagens, dispondo de dois diques secos e um hydrolift, sendo capaz de atender qualquer navio da frota mercante mundial. De acordo com Celso Sousa, a localização foi um fator decisivo para a instalação do empreendimento em Lucena. A cada cinco anos os navios precisam atracar em um estaleiro para fazer uma espécie de revisão geral, seguindo as leis internacionais de navegação. Com a construção do equipamento, as embarcações de todo o mundo que trafegam pelo Atlântico Sul poderão realizar o serviço no litoral paraibano.

 

PB Agora

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