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Após seis anos, Barragem da Farinha volta a sangrar em Patos, mais de 20 açudes já transbordaram este ano

Foto: Reprodução / TV Cabo Branco

Era tudo que o sertanejo sonhava. Após seis anos, a Barragem da Farinha em Patos, no Sertão paraibano, voltou a sangrar.  O reservatório responsável por abastecer Patos e região, atingiu os100% da capacidade total, após as últimas chuvas.  Muitos sertanejos comemoraram a sangria que é sinal de fartura na região.

O reservatório não transbordava havia seis anos e o volume máximo encerra o racionamento de água encanada na cidade.

A barragem tem capacidade total de 25.738.500 m³, volume agora completamente preenchido. Com isso, a lâmina de água passou a ultrapassar o nível máximo permitido, dando início à sangria.

De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), cerca de 20 reservatórios da Paraíba estão transbordando após as chuvas registradas desde fevereiro.

O gestor de monitoramento da Aesa, Wellington Barbosa, explicou que o processo ocorre quando o limite é ultrapassado. “À medida que a lâmina da sangria vai aumentando, extrapola a capacidade máxima do reservatório. E o Farinha já se encontra com 100% da sua capacidade”, disse.

Estão sangrando açudes como Olho dÁgua, Cacimba de Várzea, Suspiro, Araçagi, Brejinho, Camalaú, Poções, São José II, Pedra Lisa, Cachoeira dos Alves, Cochos, Pimenta, Bom Jesus, São José I e Cachoeira da Vaca.

O Açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, atingiu 47% de sua capacidade esta semana, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas.

Responsável pelo abastecimento de Campina Grande e de outras 20 cidades da região da Borborema, o reservatório tem capacidade total superior a 466 milhões de metros cúbicos. Atualmente, o manancial acumula mais de 219 milhões de metros cúbicos de água.

A elevação no volume é resultado das recentes chuvas na região, além das contribuições dos afluentes do Rio Paraíba e do Rio Taperoá. Construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), há mais de 60 anos, o açude também recebe uma pequena vazão proveniente da transposição do Rio São Francisco, que chega pela calha do Rio Paraíba.

Severino Lopes

PB Agora

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