Os delegados de polícia civil na Paraíba, integrantes do movimento grevista no Estado, não tiveram seus ordenados depositados, ao contrário do restante dos servidores estaduais, o que confirma o corte de ponto anunciado pelo então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima.

Segundo o presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas de Polícia Civil do Estado (Adepdel-PB), Afrânio de Britto, a categoria se encontra estarrecida pelo não depósito dos valores.

“A categoria se encontra estarrecida pelo corte de ponto”, disse Afrânio.

“Alguns colegas de trabalho receberam apenas a quantia de R$ 170,00”, completou o delegado.

O Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu, no último dia 11, por ampla maioria dos votos, derrubar a liminar concedida pelo juiz convocado Fábio Leandro, proibindo o Estado de cortar o ponto dos delegados de polícia em greve.

Durante a votação, o relator do processo, desembargador Manoel Monteiro, teve voto vencido pela ampla maioria dos colegas. Na prática, a corte acolheu o agravo interno do Estado da Paraíba, cassando os efeitos da liminar concedida pelo juiz convocado Fábio Leandro, nos autos de mandato de segurança impetrado pelos delegados de polícia contra atos dos secretários Eitel Santiago (Segurança e Defesa Social) e Gustavo Nogueira (Administração).

A partir da decisão do Tribunal de Justiça, o Governo do Estado estava autorizado a aplicar o corte de ponto dos delegados que se ausentaram dos seus serviços.


Thiago Moraes

 

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