Por pbagora.com.br

Indiciado no relatório da Operação Xeque-Mate, que investiga um esquema criminoso comandado pelo ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, que se encontra em prisão domiciliar, o chefe do Executivo municipal daquela cidade portuária, Vitor Hugo (DEM), provavelmente não dormirá da melhor forma na noite de hoje.

E aí explico a possível insônia do alcaide cabedelense: a denúncia, advinda de servidores do Programa Saúde da Família, que atestam um repasse executado pelo Ministério da Saúde, no mês de janeiro, a fim de ser remetido aos 226 funcionários do Programa de Atendimento e Qualidade na Atenção Básica (PMAQ) da cidade portuária ultrapassa a cifra de R$ 1 milhão, conforme os áudios enviados a este colunista.

O valor seria uma gratificação, cujos quantitativos individuais se aproximam à casa dos R$ 3,5 mil mas, para a surpresa e desespero dos profissionais da Saúde que têm direito, foram creditados nas suas respectivas contas pouco mais de R$ 366, deixando os prestadores desesperado. E pior: daquele suposto R$ 1 milhão, apenas pouco mais de R$ 82 mil surgiu.

A coluna entrou em contato com a vereadora Geusa Ribeiro (Patriotas) e o advogado da bancada oposicionista na Câmara Municipal de Cabedelo, Artur Nóbrega Gadelha, sendo informado que medidas estão sendo efetivadas para entender, de fato, o não repasse integral da prefeitura aos servidores da saúde que têm direito à gratificação.

Também em diálogo com este colunista, a agente de saúde, Patrícia Freitas informou que a então coordenadora de Atenção Básica de Cabedelo, Suênia Macêdo, exonerada no mês de outubro, havia atestado que o quantitativo já estava nos cofres do erário público cabedelense desde de janeiro.

Mas com a saída de Suênia Macêdo, cuja ocupação da pasta foi efetivada por Socorro de Menezes, indicação do atual secretário de Saúde do município, Murilo Suassuna, empossado nesta sexta-feira (27), o processo ficou ainda mais nebuloso, cabendo, aqui, uma explicação plausível do prefeito Vitor Hugo para esse caso rumoroso.

Além do imbróglio que paira sobre os questionamentos do valor efetivo das gratificações, outra irregularidade foi apresentada por Patrícia Freitas. O não pagamento do décimo quarto salário para os Agentes Comunitários de Saúde, conforme tabela exposta, cujo valor é de R$ 272, 5 mil.

Foto: reprodução

Secretário de Saúde pede exoneração em meio a denúncias de “sumiço” de dinheiro federal.

O secretário de Saúde da prefeitura de Cabedelo, André Luiz B. B. de Lima, anunciou nesta sexta-feira (27) seu pedido de exoneração do cargo. A decisão acontece dias após denúncias sobre um ‘sumiço’ de um recurso federal ganhar repercussão na cidade.

Ele ainda alega falta de autonomia à frente da pasta como uma das razões para se afastar dos quadros da gestão Vitor Hugo.

Ontem, André foi ao encontro dos servidores que protestavam pelo repasse do PMAQ e disse que pedia exoneração por não concordar com a falta de autonomia para a condução da pasta, sem o direito de formar uma equipe técnica.

Ele afirmou que sempre trabalhou pelas funcionários.

CONFIRA NOTA

Cabedelo, 27 de dezembro de 2019

Excelentíssimo Senhor Prefeito Vitor Hugo Castelliano,

Venho através desta, de caráter individual e irrevogável, apresentar a Vossa Excelência o pedido de EXONERAÇÃO do Cargo de Secretário Municipal de Saúde do Município.

Gostaria de agradecê-lo pela oportunidade de conduzir a referida Pasta, tão relevante ao Município.

Informo que as razões que me levaram a esta decisão são de ordem pessoal e buscando novos projetos para os Cidadãos Cabedelenses. No entanto, não posso deixar de me furtar ao informar que a falta de autonomia para a condução da Pasta, sem o direito de formar uma equipe técnica, gerir de fato os recursos e demais decisões, além da interferência direta de outras Pastas também pesaram muito para esta decisão.

Agradeço a todos os servidores da Secretaria de Saúde, do mais simples ao mais graduado, por terem me ajudado durante esse período a conduzir esta Pasta. Agradeço a todos que dividiram comigo todas as alegrias, tristezas, rancores, decepções e as muitas conquistas. Agradeço a minha família pelo apoio e compreender minhas ausências e em especial, agradeço a população que acreditou e confiou em meu trabalho e em minha experiência na área clínica e administrativa, devotando a ela todos os esforços para a melhoria da qualidade de vida e me colocando como amigo em qualquer ensejo ou reivindicação que possa colaborar.

Afasto-me em harmonia e agradecido de ter feito parte de um momento da administração, de cabeça erguida e de voz levantada para assumir outros desafios e missões pessoais, com a certeza da consciência limpa e do dever cumprido, mesmo diante das limitações a mim ofertadas. Se mais não podemos fazer, não foi por falta de tentativas, não nos faltou disposição.

Sem mais, receba minha exoneração e meus agradecimentos.
Que Deus abençoe nossa amada Cabedelo.
Do médico amigo,

André Luiz B. B. de Lima

VÍDEO

Médicos também estão sendo prejudicados

Os médicos que servem a população de Cabedelo com seus serviços na rede pública de Saúde também estão sofrendo com os desmandos da atual gestão municipal.

Eles abriram um processo administrativo para receberem proventos atrasados. E a população é a grande vitima, pois fica em regime Xeque, Mate e Morte nesse jogo político que tem à frente o prefeito Vítor Hugo.

E pensar que uma das supostas bandeiras de campanha do gestor foi priorizar a Saúde chega a dar calafrios.

 

 

Ainda sobre os médicos e a falta de autônomia do ex-secretário de Saúde

Fonte de grande confiança que atua no alto escalão da Saúde cabedelense atestou que o ex-secretário de Saúde não tinha autonomia, se quer, de assinar qualquer documentação da pasta.

Ele estava sendo impedido, inclusive, de ter acesso à folha de pagamento do órgão que estava à frente . O que é um absurdo.

E aí vai uma indagação: o empossado (novamete) Murilo Suassuna terá carta “livre” para tocar a Saúde de Cabedelo?

Pelo histórico sim, pois é homem de confiança do prefeito. E coisas estranhas vêm acontecendo no “Reino de Cabedelo”.

Ouça áudios que põem em Xeque Mate a lisura da gestão de Vitor Hugo. Todos são funcionários da Saúde cabedelense.

Áudio do secretário exonerado, falando sobre um projeto de lei que foi Votado na Câmara Municipal de Cabedelo, na semana passada, em caráter de urgência urgentíssima, sem qualquer debate. O projeto discorre, exatamente, sobre a regulamentação do prêmio do PMAQ.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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