Esta semana, a cidade de Campina Grande, que historicamente se notabilizou e conquistou generosos espaços até na mídia internacional pela sua pujança no turismo e na tecnologia, foi projetada de forma negativa, para não dizer humilhante, ao seu bravo povo.

Em fotos que se farão históricas como registro do que está sendo a pandemia na Paraíba, especialmente na Serra da Borborema, a maior cidade do interior do Nordeste foi retratada de forma ridícula: trabalhadores do comércio, prostrados de joelho, alguns de mãos erguidas para o céu como quem implora um milagre, em frente aos estabelecimentos em que trabalham, pediam que os poderes competentes autorizassem a reabertura do comércio.

O pior de tudo é que o presidente do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande, José do Nascimento Coelho, entidade representativa destes trabalhadores veio a público denunciar que os patrões seus empregados a participarem de um verdadeiro teatro, para atingir o seu objetivo de fazer o comércio voltar à normalidade, exatamente num dos momentos mais críticos da pandemia.

MPT
A denúncia provocou o Ministério Público do Trabalho que, diligente como sempre, não perdeu tempo e determinou a apuração rigorosa do suposto assédio moral aos comerciários de Campina Grande. Em se confirmando as denúncias, é imperioso que o MPT denuncie os responsáveis à Justiça do Trabalho para que todos sejam punidos com o máximo de rigor.

Repercussão
Desta vez, Campina Grande foi vista pelo mundo todo de forma deprimente, ao contrário do que sempre aconteceu ao longo da sua história. Não se pode admitir que uma cidade tão bonita, pujante, acolhedora e criativa, seja submetida a tamanho vexame, em nome de interesses meramente econômicos que são muito mais dos empresários do que dos próprios trabalhadores, caso as denúncias sejam confirmadas.

Muito mais inadmissível, ainda, é que as pessoas sejam submetidas a tamanho grau de assédio moral, para compor um quadro, no mínimo, patético. Alguns, pais e mães de família, que para garantir o seu sustento, não tendo outra opção, se sujeitam a quase tudo.

Em conversa com campinenses residentes em João Pessoa, a coluna constatou a indignação com os fatos retratos nas deprimentes fotografias.

Um cenário que nem de longe está compatível com a beleza, a grandeza e a importância de Campina Grande, tampouco com a dignidade e o respeito que cada um daqueles cidadãos, supostamente coagidos, merecem de todos nós.

 

Wellington Farias
PB Agora

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