O secretário de Saúde da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, é mais na Paraíba a engrossar o coro de que um ‘golpe’ está sendo planejado, com a tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Agora filiado ao PSD, o ex-petista saiu em defesa da presidente e declarou acreditar em sua inocência.
Adalberto Fulgêncio disse que o atual momento do país é muito grave, seja do ponto de vista financeiro, quanto do ponto de vista político. O secretário não concorda com a maneira como o processo de impeachment está sendo conduzido. “A meu ver é um golpe por que para um impeachment é necessário que se tenha um embasamento jurídico e depois o político. Não existe crime de responsabilidade fiscal”, ressaltou Adalberto.
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O secretário falou ainda que não concorda totalmente com a maneira como a presidente da República faz política, no entanto, acredita na honestidade de Dilma. “Não existe nenhum crime em relação à presidente, ela sequer está sendo investigada. O que está acontecendo é um debate político muito forte e acho que é muito ruim para o país”, avaliou Fulgêncio.
Adalberto demonstrou preocupação com o atual momento político do país e lembrou que a Democracia foi uma das maiores conquistas que o país obteve nos últimos anos. “É um valor que faz com que possamos falar e dizer o que pensa. Quando se quebra uma regra democrática se coloca a sociedade num clima de incerteza muito forte. Isso é ruim pra economia, é ruim pra imprensa, ruim para as igrejas e é ruim para a sociedade de maneira geral.”
Com o seu posicionamento, o secretário de Cartaxo compactua com o que tem defendido o governador Ricardo Coutinho, que contrariando o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, se posiciona contra o impeachment da presidente Dilma.
Adalberto Fulgêncio comunga ainda com o pensamento dos parlamentares socialistas, Hervázio e Estela Bezerra, que também acreditam na possibilidade de golpe. “É golpe sim. O sentimento político que esta movendo o processo de impeachment está todo na lista da Odebrecht desviando dinheiro público para se eleger”, disse Estela.
O secretário da prefeitura de João Pessoa concluiu dizendo que “a democracia requer muita racionalidade e isso não está existindo hoje no país”.
PB Agora
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