As comportas da Barragem de Acauã, que foram abertas na manhã do dia 5 de março, serão fechadas nesta quarta-feira (25), por volta das 16 horas. A decisão pelo fechamento da comportas foi tomada na tarde de segunda-feira, após reunião na Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – AESA.

Até esta segunda-feira, haviam sido liberados no rio Paraíba, nesses dezenove dias da operação, 41 milhões de metros cúbicos d’água. Até o fechamento terão sido liberados 48,5 milhões de metros cúbicos. O manancial ficará com 149 milhões, após o fechamento das comportas, o suficiente para atender a todas as demandas das cidades que usam a água da barragem para abastecimento e projetos de piscicultura. Ocorrendo ou não chuvas regulares, neste período invernoso, Acauã estará cumprindo sua função social de abastecimento d’água daquela região.

O processo de abertura no dia 5 deste mês, iniciou com 3% e continuou lentamente durante todo dia, atingindo no final do dia 100% de evasão. O Governo do Estado, preocupado em conter as cheias, devido às previsões de chuvas, acima da média, para o inverno deste ano, utilizou este procedimento, uma vez que a barragem estava com 78% de sua capacidade (198 milhões). A barragem Acauã, construída no Governo Maranhão II, tem capacidade de acumular 253 milhões de metros cúbicos d’água, sendo o terceiro maior reservatório da Paraíba. O maior em volume é o sistema Coremas Mãe D’água, em Coremas, construído pelo DNOCS em 1957, com capacidade de 1 bilhão, 358 milhões. O segundo maior manancial do Estado é o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, com 411 milhões de metros cúbicos.

O diretor Técnico da AESA, Laudízio Diniz, afirmou que a abertura das comportas de Acauã ocasionou a interrupção de duas obras do Governo do Estado: a de restauração da Ponte da Batalha, em Cruz do Espírito Santo, que teve a instalação de tubos no leito do rio. A outra obra que precisou ser suspensa é a captação da adutora Acauã, ramal Norte.

A população ribeirinha não foi atingida com a abertura das comportas. O nível da água no rio subiu em torno de um metro e meio. Foi um procedimento lento, monitorado diariamente pela AESA. O esvaziamento da Barragem foi preciso para que ela receba as águas das chuvas com segurança, sem causar danos à população e evitar as cheias, além de não comprometer os tanques de redes existentes no açude.

Segundo o coronel Sinval Pinheiro Borges, gerente executivo da Defesa Civil Estadual, o órgão esteve de alerta durante todo esse processo. A Defesa Civil divulgou junto à população e trabalhou em conjunto com a AESA e o Corpo de Bombeiros.

“Nosso trabalho visa um acompanhamento preventivo de cheias do Baixo Paraíba, que abrange os municípios de Salgado de São Félix, Itabaiana, Pilar, São Miguel de Taipú, Cruz do Espírito Santo, Santa Rita, Bayeux e João Pessoa”.

Inaugurada em 2002, a Barragem de Acauã está localizada entre os municípios de Itatuba e Salgado de São Félix, na Bacia hidrográfica do Rio Paraíba. Acauã possui capacidade de acumulação superior a 253 milhões de metros cúbicos, representando o terceiro maior reservatório do Estado.

MANANCIAIS
Em março de 2008 a Paraíba estava com o nível de acumulação de água em torno de 70% da capacidade total dos reservatórios, hoje, o percentual é acima de 80%, de acordo com Laudízio Diniz. Atualmente sete açudes estão totalmente cheios, com os sangradouros liberando água. São eles: Araçagi, em Araçagi, Catolé I, em Manaíra; Duas Estradas (Duas Estradas), Jangada, em Mamanguaepe, Olho D’água, em Mari, Pilões, em São João do Rio do Peixe, e Queimadas, em Santana dos Garrotes. Outras 25 barragens estão com mais de 80% do volume, portanto, próximo de transbordamento. Outros 73 açudes estão com volume acumulado acima de 50% e próximo de 80%. Um dado importante para a segurança hídrica no Estado é que o governador já determinou a construção de seis grandes novas adutoras, obras que proporcionarão uma melhor distribuição dos recursos hídricos na Paraíba.

Laudízio Diniz destacou ainda que as obras de integração das bacias do Rio São Francisco (projeto de transposição), vão de fato trazer para o Estado a tão sonhada garantia hídrica, e virão reforçar a infraestrutura de mananciais e sistemas adutores que o Governo da Paraíba tem construído.

Assessoria

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