Advogado de Sousa desmente denúncia e Caius diz que máquina da OAB está sendo usada na eleição
O candidato Caius Marcellus denunciou o uso da máquina da OAB
em favorecimento da candidatura do candidato à reeleição Odon Bezerra. É
que a tesouraria da subseccional, em Sousa, aliada de Odon, manipulou
informação e forneceu documento da instituição para ser usado, de maneira
leviana, como acusação da suposta compra de um voto em benefício de uma das
chapas concorrentes. Além disso, Caius denunciou as constantes quedas de
sistema ocorridas no última dia do pagamento das anuidades, que regularizam
a situação dos eleitores na OAB.
O advogado Fabrício Abrantes de Oliveira desmente a denúncia. “No dia 19 de
outubro, estive na sede da OAB no final do expediente dos Juizados (estão
funcionando na OAB/PB desde a interdição do fórum), objetivando saber se a
MM. Juíza tinha despachado e devolvido um processo. Ao chegar me deparei
com vários advogados revoltados com a OAB João Pessoa em razão de
constantes ausências momentâneas de sistema na emissão dos parcelamentos e
dos boletos para serem pagos naquele último dia para isso”, informa.
“O Sr. Sebastião Félix dos Santos, não é advogado, é um senhor já idoso,
homem direito, íntegro e grande amigo de meu pai (já falecido), vinha
saindo da sala da secretaria quando me abordou e contou sobre a
desorganização da OAB, inclusive, não sabia o que fazer, pois os bancos já
haviam fechado e ele não ia ter como pagar os boletos de um filho dele que
é advogado e mora no Rio Grande do Norte. Assim sendo, perguntou-me se eu
poderia ajudá-lo, vez que ele tinha dinheiro em espécie, e se eu tinha
conta na Caixa Econômica. Respondi afirmativamente, fui com ele na agência,
paguei dois boletos com cartão débito em conta e recebi dele o
correspondente em dinheiro”.
“Em nenhum momento eu ou o Sr. Félix tocamos no assunto eleições da OAB
com pedido ou oferta de voto de quem quer que fosse. Se fosse compra de
voto seria irracional entregar o boleto pago na OAB/PB com o débito na
minha conta eu sendo candidato contra a atual gestão. A acusação é leviana
e eleitoreira, típica de quem está no desespero quanto ao resultado das
urnas”, esclareceu Fabrício Abrantes.
O cenário de queda de sistema e de dificuldade do recebimento das
anuidades se repetiu em outras cidades do interior, não só em Sousa, como
em Patos também, o que motivou uma série de requerimentos pedindo a
prorrogação do prazo. A denúncia foi, inclusive, encaminhada a Ophir
Cavalcante, presidente nacional da OAB, quando de sua visita a João Pessoa,
além do Ministério Público Federal e à Polícia Federal.
“É lamentável que a OAB se preste a um expediente mesquinho como este, o de
violar dados para ser usado de maneira irresponsável na campanha política.
O que não se pode permitir é a desigualdade e o benefício de uma das
chapas com uso da máquina. Nós já denunciamos isso à OAB nacional e
pediremos providência contra o abuso de poder político de quem quer, a todo
custo, se eleger”, ponderou Caius.

Ascom








