A Associação de Defesa das Prerrogativas de dos Delegados de Polícia Civil da Paraíba divulgou nota nesta quarta-feira (18) em solidariedade ao delegado da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), acusado de receber propina para beneficiar traficantes da Grande João Pessoa.

Confira a nota na íntegra
A ADEPDEL vem diante dos fatos expostos pela imprensa, mais precisamente pelo site www.pbagora.com.br e pelo programa exibido na emissora Arapuã FM, Rádio Verdade, os quais exibem matérias que no seu cerce constam que o delegado Walter Brandão (Delegado Titular da DRE), e seus agentes de investigação os quais se envolvem, conforme as denúncias, em corrupções atinentes ao andamento de seus trabalhos.

Durante o programa de rádio, o assessor de imprensa da Secretaria da Segurança e de Defesa Pessoal, Ainoã Germiniano, utilizou como argumento, insinuações no sentido de duvidar da conduta de outras autoridades policiais, informando ainda que o referido áudio é datado de julho de 2008 e acrescentou que o Secretário tinha a ciência do fato, adiantando ainda que a utilização do áudio seria um meio imposto por essa entidade, como meio para coibir a referida autoridade a aderir ao movimento.

Conforme sempre fora exposto pela Diretoria da ADEPDEL, essa preza pela conduta transparente e fundamentada em amparo legal, não admitindo qualquer insinuação no sentido de que o referido áudio, objeto que fundamentou as acusações, fosse disponibilizado por delegados “grevistas” em virtude do delegado ora mencionado não ter aderido ao movimento paredista.

Causa indignação à essa Diretoria, em razão dos seguintes elementos:
1 – Até a presente data, o movimento paredista, no que tange ao método de argumentações, atos e qualquer mobilização, em nenhum momento foi fundamentado em meios vis e desonestos para obter êxito em suas reivindicações, e que qualquer outra insinuação dessa natureza serão tomada as medidas jurídicas e legais para a respectiva responsabilização civil e criminal;

2 – O Delegado Walter Brandão é um membro associado à essa entidade e sempre demonstrou disponibilidade quanto à participação do início do movimento, fato comprovado na ata da primeira assembléia.

3 – Em virtude de sempre pautarmos no uso da legalidade e da moralidade nas ações policiais, entendemos que tal fato deve ser apurado na forma da lei e não utilizado pela imprensa como meio de eivar a conduta dos policiais ora mencionados;

4 – Ainda corroborando pela aplicação da justeza na conduta dos gestores públicos, questionamo-nos o motivo pelo qual até o momento tal transgressão não teve sequer qualquer procedimento instaurado seja na esfera administrativa ou criminal, já que o fato era de conhecimento do Gestor da Pasta desde julho de 2008;

5 – Tratando-se de Colega e Associado, exigimos a apuração da conduta para que a imagem de um profissional não seja maculada em razão da falta de diligência do Secretário da Segurança o qual deveria ter comunicado o fato à Corregedoria de Polícia, vulnerando a conduta de um profissional à julgamento sumário da sociedade.

Por fim, esclarecemos e explicitamos que toda e qualquer conduta, seja ela oriunda de qualquer autoridade ou categoria, deverá ser HONROSA, LEGAL, LEGÍTIMA E JUSTA e seja qual for o fato e sua origem, a referida entidade não coaduna com qualquer ato eivado de vícios ilegais.

 

 

Da Redação

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