Nem o mais antigo morador da cidade de Boqueirão, no Agreste da Paraíba imaginava um dia ver o açude Epitácio Pessoa, atingir um nível tão baixo. O manancial responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema, atingiu o pior nível de sua história.
Segundo a última medição feita pela Agência Executiva da Gestão das Águas (AESA), a açude construído pelo Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (DNOCS entre os anos de 1951 e 1956, chegou a preocupante marca dos 10,9% de sua capacidade, e está e menos de 1% para atingir a reserva intangível, também chamada de “volume morto”.
O açude de Boqueirão amanheceu nesta quarta-feira (16) com 45.032.518 milhões de metros cúbicos de água acumulada, o que represetna os 10,9% de sua capacidade que é de 411.686.287 mm.
Por causa do baixo volume no açude e a possibilidade do volume morto ser atingido nos próximos dias, a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) já planeja o uso de um novo esquema para captar a água do reservatório, que se chama sistema de captação de flutuante. O sistema já foi instalado e testado, e está pronto para entrar em funcionamento.
Para identificar que o reservatório chegou no volume considerado intangível pela companhia paraibana, é necessário observar a formação de um vórtice próximo à tubulação de captação tradicional, que seria como um canal de vento. “Quando o nível da água está ficando baixo, a água começa a formar redemoinho próximo ao sistema de captação, parecido com o que acontece com o ralo de uma pia”, explicou o hidrólogo Lucílio Vieira.
Após o início do funcionamento do sistema, a Cagepa deve adotar um novo modelo de racionamento em Campina Grande. Atualmente, a cidade fica sem fornecimento das 17h do sábado até as 5h da quarta-feira. O novo racionamento será por zona, mas a companhia ainda não divulgou data para começar a operar.
Severino Lopes
PBAgora








