Enquanto aguarda a chegada das chuvas e da transposição do Rio São Francisco, o açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, no Cariri da Paraíba, segue baixando o seu nível. O açude responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 18 municípios do Compartimento da Borborema, segundo a última aferição na última sexta-feira (17) está com 3,9% de sua capacidade total. O manancial está passando pela maior crise hídrica de sua história e já atingiu o pior nível desde a fundação do açude.
Os dados foram divulgados pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e mostram que o reservatório que tem capacidade para armazenar 411,6 milhões de m³ de água, está com 16.088.897 de m³.
Sem receber recargas de chuvas e de afluentes do rio Taperoá, Boqueirão está agonizando a espera da chegada da água da transposição do Rio São Francisco. O prazo estabelecido pelo Ministério da Integração Nacional é de que a cidade de Monteiro receba a água da transposição até o dia 6 de março. Depois disso, a água deve levar de 30 a 45 dias para chegar em Boqueirão, pois precisa passar ainda pelos açudes Poções, Camalaú e pelo Rio Paraíba.
O açude de Boqueirão abastece Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano, que estão enfrentando um sistema de racionamento de água. Desde que o açude de Boqueirão atingiu o nível de 5,6%, a Agência Nacional das Águas (Ana) parou de emitir resoluções que limitavam o uso da água em termos de percentuais. A agência liberou o uso total da água, desde que ela esteja dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cada vez que o nível baixa, a preocupação aumenta.
A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), que é responsável pelo tratamento e distribuição do abastecimento da água de Boqueirão garante que a potabilidade da água continua dentro dos padrões exigidos. Para eliminar a presença de cianobactérias e cianotoxinas existentes na água que hoje é captada em Boqueirão, a Cagepa tem usado um tratamento a base de peróxido de hidrogênio
A água do rio São Francisco já está a caminho da Paraíba. De acordo com o ministro da Integração Nacional Helder Barbalho, as obras executadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) estão no ritmo desejado e no início de março tudo estará pronto para a chegada das águas do Rio São Francisco em Monteiro.
As águas da transposição do Rio São Francisco chegarão em março na Paraíba pelo Eixo Leste, por meio do Canal das Vertentes Litorâneas (Acauã-Araçagi), considerada a maior e mais importante obra hídrica da história da Paraíba. A obra tem orçamento de R$ 1 bilhão e vai beneficiar mais de 600 mil habitantes de 38 municípios paraibanos, incluindo irrigação de 16 mil hectares. Dividida em três lotes, a primeira etapa, com 40 km de extensão, tem mais de 90 por cento concluída e vai ficar pronta até março para atender os municípios de Itatuba, Mogeiro, Itabaiana e São José dos Ramos.
Redação
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