A pior seca nos últimos 50 anos do Nordeste tem complicado bastante a vida de milhares de paraibanos que sofrem sem acesso à água para beber e para realizar suas atividades domésticas.
De acordo com os dados da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), só este ano, o número de municípios em situação de colapso hídrico subiu de 14 para 23, no Estado. São cidades que tiveram o abastecimento comprometido devido aos mananciais que atendem a estas localidades estarem totalmente vazios ou com menos de 5% de sua capacidade.
Em Areial, a pouco mais de 100 km da capital, o Açude Covão, principal fonte de abastecimento da cidade, está totalmente seco e desde outubro de 2013, mais de 7 mil pessoas não sabem o que é ter água nas torneiras. “Estamos vivendo o fim dos tempos, um apocalipse. A gente tenta amenizar o sofrimento do povo com cinco carros-pipa, mas não dá pra abastecer hospital, escolas, a população e tudo mais. O desespero é grande. Se continuar assim vamos chegar a ter guerra por causa de água aqui.”, alerta o secretário de Agricultura do município, Omar Jales.
Na zona rural de Areial onde vivem mais de 500 famílias, o cenário se agrava com a falta de alternativas para armazenamento da água, como a falta de cisternas de polietileno para a captação de água, seja de chuva – quando ela cair – ou carro-pipa.
“A água que eu pegava no barreiro secou e agora tenho que andar muito pra ter o que beber. Eu não tenho mais saúde pra isso, fiquei com problema no braço de tanto carregar lata d’água na cabeça. Queria muito ter onde guardar a minha água e também poder juntar quando chovesse.”, disse a agricultora Maria Santiago, 52, moradora da comunidade rural, Lagoa do Girau.
Até dezembro de 2014, a Paraíba foi contemplada com 5 mil cisternas de polietileno do programa federal Água Para Todos, via Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Segundo a Coordenadoria de Defesa Civil do Município (Condec), mais de 70 famílias ainda aguardam o benefício. “Não dá pra fazer nada sem água. É uma agonia danada e como eu não posso carregar porque sou doente, minha esposa é que sofre pra cima e pra baixo pra pegar água das cisternas dos outros.”, lamenta José Pantaleão Filho, 35, que é cadeirante e mora com a família na comunidade rural Sítio Estivas III.
Redação com Santafeideias
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