Após vários meses em colapso, o Epitácio Pessoa em Boqueirão, começa a reagir devido à chegada das águas da transposição do rio São Francisco. A cinco dias para a data anunciada pelo governo do Estado para o fim do racionamento em Campina Grande e mais 18 cidades da região, o manancial atingiu nesta segunda-feira, 21, a marca dos 8,2% de sua capacidade total, percentual que representa a saída do volume morto.
Na prática, isso significa que não será mais necessário o uso do sistema de bombas flutuantes para captação da água do açude, que voltará a ser feita através da tomada de fundo do reservatório (por gravidade), aumentando a capacidade de retirada e distribuição de água.
O dado foi confirmado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Atualmente o manancial está com quase 34 milhões de m³ de água e a previsão da Cagepa é que até o sábado (26), data marcada para o fim do racionamento, o aporte chegue aos 35 milhões de m³.
O período mais crítico, antes do reforço hídrico, se deu quando o açude chegou a apresentar menos de 3% de seu volume total.
Com a decisão do governo do Estado em determinar a normalidade do abastecimento, instaurou-se uma polêmica entre especialistas em recursos hídricos, políticos, Ministério Público, Defensoria Pública, imprensa, por acreditarem que o fato de sair do volume morto não credencia o açude para o fim do racionamento, devido à baixa vazão das águas do São Francisco que chegam ao Boqueirão.
A previsão da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) é que na sexta (25) o açude esteja com cerca de 35 milhões de m³ e o racionamento em Campina Grande e mais 18 municípios seja encerrado.
O manancial está no regime de racionamento desde o mês de dezembro de 2014, quando o açude chegou apresentar menos de 2,8% da sua capacidade máxima. De lá pra cá, o açude passou por momentos críticos e só voltou a receber recargas significativas de água depois da chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco no mês de abril deste ano.
PB Agora








