Mesmo a direção dos Correios tendo lançado uma contraproposta de 3% de reajuste salarial para os trabalhadores a partir de janeiro de 2018, os carteiros de 35 dos 36 sindicatos existentes no país continuam em greve por tempo indeterminado. E por conta do movimento paredista, a diretoria da empresa na Paraíba realiza neste fim de semana mais um mutirão para diminuir o encalhe de objetos e correspondências que estão se acumulando a cada dia.
Segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores, Emanuel Santos, com a greve dos servidores, que hoje entra no oitavo dia, 350 mil correspondências deixam de ser entregues diariamente em todo o Estado. Os funcionários dos Correios reivindicam um reajuste salarial de 8%, além do retorno do plano de saúde. Já a direção da empresa, acredita que com a contraproposta que foi lançada no valor de 3% de aumento salarial, a greve pode acabar até o final desta semana.
Mas para o presidente do sindicato na Paraíba, Emanuel Santos, disse que hoje serão realizadas assembleias nos 35 sindicatos, que aderiram a greve, mas apenas para avaliar o movimento que vem crescendo em todo o país. A finalidade das assembeias é fortalecer e dar continuidade ao movimento.
“A empresa está forçando a barra ao fazer os mutirões porque está fazendo desvio de função, quando coloca pessoas da administração para fazer entrega de correspondências, o que é um erro. Nossa luta também é contra a demissão de funcionários”, disse Emanuel. Ele explicou que no ano passado existiam na Paraíba 117 mil funcionários e atualmente esse número diminuiu para 108 mil.
Redação








