Professores e cientistas brasileiros acompanharão a distância os debates que o Pontifício Conselho da Cultura promoverá na Universidade Gregoriana sobre a evolução biológica, por ocasião dos 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Preparada nos últimos dois anos pelo Vaticano, a Conferência Internacional Evolução Biológica: Fatos e Teorias reunirá, de hoje a sábado, pesquisadores católicos e agnósticos para discutir as implicações da teoria darwiniana na ciência e na teologia.

 

?Não se trata de homenagem ao cientista inglês, mas de refletir sobre a dimensão de um acontecimento que marcou a história da ciência e influiu sobre a maneira de compreender a humanidade?, disse o jesuíta Marc Leclerc, professor de Filosofia da Natureza da Gregoriana e diretor da conferência. Criação e evolução serão debatidas em níveis diferentes, sem confusão entre o plano científico e as questões ligadas à fé. Os coordenadores da conferência advertem que o design inteligente (ID, na sigla em inglês) é de natureza ideológica e cultural, que não deve ser discutido no terreno científico, filosófico ou teológico.

 

O ID é uma ideia cara aos criacionistas, segundo a qual certas características do universo e dos seres vivos se explicam pela ação de uma causa inteligente. ?A maioria dos teólogos e cientistas não considera o ID como teoria válida. É má religião e má ciência, mas há questões amplas, de ordem econômica, política e cultural, que mantêm o ID vivo?, disse Eduardo Rodrigues da Cruz, professor de pós-graduação do Departamento de Teologia e Ciências da Religião da PUC-SP.

estadao.com.br

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