Os Estados Unidos vão passar a elaborar perfis dos passageiros que ingressam no país levando em consideração religião e raça, com o objetivo de determinar quais devem passar por triagem extra. A informação é da rede de TV americana CNN, que cita como fonte um alto funcionário do governo em Washington. O governo anunciou oficialmente as medidas nesta sexta-feira (2), mas mencionou apenas que serão feitos perfis dos passageiros.
O funcionário afirmou que características raciais ou religiosas podem ser usadas para selecionar quais passageiros deverão passar por controle mais abrangente. Mas negou que o sistema implique em discriminação racial.
Todos os voos que chegam aos EUA serão sujeitos à regra, que atinge tanto estrangeiros quanto cidadãos americanos. Informações sobre raça e religião podem ser usadas para selecionar passageiros, mas, ainda segundo o funcionário, “só quando houver dados confiáveis que indiquem que alguém com aquela característica é um terrorista em potencial”.
Já o jornal “The New York Times” afirma que a nova estratégia vai mirar “mais cirurgicamente” os indivíduos com os quais o pessoal de segurança tem razões e informações para se preocupar. “É um sistema baseado em dados de inteligência”, defende o jornal.
Anúncio oficial
A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, explicou que as novas medidas incluem protocolos de segurança "mais flexíveis", pois não se basearão na nacionalidade ou no passaporte, mas em características reunidas pelos serviços de inteligência, o que reduz significativamente o número de passageiros que terão que se submeter aos controles adicionais.
"Estas novas medidas utilizam informação em tempo real da inteligência baseada em ameaças com outros controles de segurança múltiplos e aleatórios, alguns dos quais são visíveis e outros não para o passageiro", assinalou Janet.
Os novos controles vão ser implantados depois do presidente dos EUA, Barack Obama, ter ordenado uma revisão completa das medidas de segurança aérea após o fracassado atentado em um voo entre Amsterdã e Detroit no dia do Natal, em 2009 quando um nigeriano conseguiu embarcar carregado com explosivos.
G1








