Após mais 24 de horas de tensão em torno de uma residência em Toulouse, onde a polícia cerca o autor do massacre em uma escola judaica da cidade, o ministro do interior da França, Claude Gueant, declarou não ter certeza de que o criminoso ainda está vivo. Em declaração à BBC, o político lembrou que o homem já demonstrou querer morrer "com armas nas mãos".
"São contempladas todas as hipóteses. Temos uma prioridade, que é entregá-lo à Justiça, e para isso é preciso detê-lo vivo. Esperamos que siga vivo. Desde então, e apesar dos esforços para restabelecer o contato por rádio e a viva voz, não houve nenhum contato, nenhuma manifestação por sua parte. Houve um momento em que foram ouvidos disparos, mas não sabemos a que correspondem", declarou Guéant à emissora de rádio RTL.
Apesar do silêncio na residência, Francois Molins, chefe anti-terror do país europeu, discorda de Gueant: "ele (o criminoso) já explicou que não é suicida e não possui uma alma de mártir. Ele prefere matar e permanecer vivo", analisou.
O homem foi identificado como Mohamed Merah, de 24 anos. Segundo Claude Guéant, Merah assumiu, em nome da Al-Qaeda, os três ataques que deixaram sete mortos entre os dias 11 e 19 de março, incluindo um rabino e três crianças na escola hebraica em Toulouse.
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