Por pbagora.com.br

As autoridades suíças rejeitaram nesta terça-feira (6) um pedido para a liberdade provisória do diretor franco-polonês Roman Polanski.

“Em nossa opinião, ainda há um grande risco de que ele fuja, e que uma liberação mediante fiança ou outras medidas não podem garantir a presença de Polanski no processo de extradição”, diz o ministro da Justiça suíço Folco Calli nesta terça-feira (6).

O diretor de 76 anos, vencedor do Oscar, que tem cidadania polonesa e francesa, foi preso no dia 26 de setembro quando viajava para a Suíça para ser homenageado em um festival de cinema. A prisão foi efetuada a pedido dos EUA, que acusam Polanski de drogar e estuprar uma adolescente de 13 anos em 1977.

O cineasta se declarou culpado de "relações sexuais ilegais" e, por isso, foi enviado à prisão em "avaliação" durante três meses, mas só passou 47 dias.

No final de 1978, no dia seguinte de uma reunião entre seus advogados e um juiz que tinha deixado entender que queria voltar a enviá-lo à prisão, Polanski, em liberdade sob fiança, pegou um avião para a Europa e nunca mais voltou a solo americano.

O Tribunal Superior de Los Angeles rejeitou em maio, de maneira definitiva, o pedido dos advogados de Polanski para suspender as acusações por abuso sexual.

O juiz Peter Espinoza já tinha rejeitado em fevereiro a solicitação da defesa, ao entender que Polanski tinha que comparecer primeiro perante a corte pessoalmente para responder sobre o ocorrido há mais de 30 anos.

O prêmio de honra pelo conjunto de sua obra que o festival de cinema de Zurique pretendia conceder ao cineasta será entregue a Polanski em uma data ainda a ser determinada.

 

G1