Dois homens-bomba atacaram nesta terça-feira o campus da Universidade Islâmica Internacional de Islamabad, capital paquistanesa, deixando ao menos quatro mortos, segundo novo saldo do Ministério de Interior.
Segundo o ministro Rehman Malik, outras 18 pessoas ficaram feridas nas duas explosões, que ocorrem quase simultaneamente em dois pontos do campus. Malik afirmou ainda que os dois militantes morreram.
As explosões aconteceram em uma cafeteria para mulheres e dentro de uma sala de aula do departamento de lei islâmica da universidade, com acesso exclusivo para homens, segundo Malik. A polícia isolou a região e deteve um suspeito de envolvimento com o ataque. Os feridos, por sua vez, foram levados para hospitais próximos.
Entre 3.000 e 4.000 estudantes estavam no campus da universidade na hora das explosões, segundo testemunhas citadas pela rede de TV Dawn. A Universidade Islâmica Internacional de Islamabad foi criada na década de 80. Seu campus, nos arredores da cidade, tem mais de 12 mil alunos –quase metade deles mulheres. Muitos dos alunos vêm de outros países e participam de aulas de estudos islâmicos.
Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, que vem após uma onda violenta de atentados do Taleban que já deixou mais de 170 pessoas mortas –incluindo um ataque de 22 horas contra o quartel-general do Exército na cidade de Rawalpindi.
"Parece que simpatizantes ou colaboradores [dos militantes] estão fazendo isso para distrair a atenção da operação militar", disse o reitor da universidade Anwar Hussain Siddiqui, citado pela agência Associated Press. "Eles estão tentando criar pânico na capital."
Siddiqui se referiu à ofensiva que o Exército paquistanês iniciou no sábado passado (17) contra o reduto taleban na Província do Waziristão do Sul, distrito tribal situado no noroeste do país. A ofensiva, que mobilizou 30 mil soldados contra 10 mil militante, matou ao menos 90 militantes e 13 soldados, segundo balanço recente da Associated Press.
Folha
