O ministério da Defesa sul-coreano advertiu nesta quarta-feira sobre a alta possibilidade de que a Coreia do Norte faça um ataque surpresa à Coreia do Sul, e destacou que crê que Pyongyang lançará um míssil de longo alcance, informou a agência Yonhap.

Em relatório apresentado ao Parlamento, o ministério da Defesa sul-coreano considera muito provável que a Coreia do Norte realize um ataque surpresa, apesar de limitado, para provocar um conflito interno entre diferentes facções no país vizinho.

A intenção da Coreia do Norte, segundo o texto, seria pressionar o governo americano para realizar em breve um diálogo bilateral entre Pyongyang e Washington.

Seul considera que este ataque norte-coreano poderia ocorrer na fronteira marítima do Mar Amarelo, através do lançamento de projéteis, ou na zona desmilitarizada situada entre os dois países, por meio de provocações limitadas.

O alerta sul-coreano acontece depois que o regime comunista da Coreia do Norte anunciou, na semana passada, seu plano de lançar um satélite de comunicações entre 4 e 8 de abril, alegando seu direito ao desenvolvimento espacial com fins pacíficos.

A Coreia do Sul afirma ainda que o lançamento norte-coreano de um míssil ou de um satélite violaria a resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização da Nações Unidas), pois a tecnologia aplicada em ambos os casos é muito parecida.

Ajuda

Nesta terça-feira (17), os Estados Unidos decidiram suspender a ajuda alimentar para a Coreia do Norte a pedido do próprio regime de Pyongyang. O porta-voz disse que Pyongyang não deu justificativa para a recusa em receber ajuda, mas a medida deve ampliar a tensão na Coreia do Norte.

Entre 2008 e 2009, os Estados Unidos doaram 169 mil toneladas de suprimentos à Coreia do Norte, através de organizações não governamentais. O último envio incluiu 5.000 toneladas de óleo vegetal e grãos de soja, segundo Wood.

O regime comunista vive em crise econômica desde os anos 90, com o colapso da União Soviética. Sob comando do atual ditador, Kim Jong-il, o país passou por períodos de extrema falta de comida, que matou ao menos 2 milhões de pessoas na década de 90 –resultado do mau gerenciamento e de desastres naturais que atingiram o país. A crise humanitária só foi minimizada devido a doações externas.

 

Folha Online

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