Em entrevista à imprensa, o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), disse que o principal objetivo da operação “Rugido do Leão” que une as forças militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, não é a queda do regime dos aiatolás, mas neutralizar a capacidade de ataque iraniana.
“O nosso objetivo é eliminar a ameaça iraniana ao futuro e à existência de Israel: os mísseis balísticos, o programa nuclear e o patrocínio de grupos terroristas. A queda do regime não é um objetivo, pode ser uma consequência”, afirmou Rozenszajn.
O porta voz, ainda trouxe detalhes sobre o planejamento da operação e as expectativas para os próximos dias. “Neste momento, estamos atuando para atingir mísseis terra-ar, mísseis terra-terra, usinas nucleares, fábricas de produção de mísseis e alvos do regime iraniano. Já conseguimos atingir centenas de mísseis do Irã”, comentou Rozenszajn que é brasileiro nacionalizado a anos israelense.
Questionado sobre o tempo que a operação deve levar, o militar destacou: “Esperamos que [a operação] dure o menor tempo possível. Não gostamos de guerra”, afirmou pontuando também que a ameaça do Irã é baseada em três fatores:
O primeiro são os mísseis balísticos do Irã. O Irã possui, neste momento, cerca de 2.500 mísseis e tomou a decisão de ampliar para 7.000 mísseis até 2027. São mísseis com alto teor explosivo, muito perigosos, com grande precisão.
O segundo fator é o problema nuclear iraniano. Ele foi muito afetado na Guerra dos 12 Dias, em junho, e o Irã decidiu voltar a recuperar o programa nuclear. E o terceiro fator é o patrocínio do Irã aos grupos terroristas aqui na região.
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Redação








