A Polícia antidistúrbios suíça dissolveu neste sábado, 31, com gás lacrimogêneo centenas de manifestantes que haviam se reunido em Genebra em uma manifestação não autorizada contra o Fórum Econômico Mundial de Davos e jogaram garrafas contra eles.

Durante várias horas, eles escutaram discursos contra a globalização e estenderam cartazes, enquanto as forças de segurança bloqueavam os acessos à ponte do Mont Blanc, no centro de Genebra, para evitar que marchassem pela cidade.

 

A Polícia chegou a abrir uma passagem no cordão de isolamento para fazer os manifestantes saírem, mas resolveram utilizaram o gás depois que 200 radicais tentaram passar por eles.

 

Muitos neste grupo estavam mascarados, com capuzes e óculos de sol e jogaram garrafas contra os agentes.

 

Para justificar sua decisão de não autorizar a marcha contra o Fórum de Davos, que conclui este domingo, as autoridades do cantão suíço de Genebra argumentaram que as garantias de segurança dadas pelos organizadores não eram suficientes.

 

"Não estamos vendo um movimento popular, mas um agrupamento de gente que quer vir a Genebra para, deliberadamente, realizar atos de vandalismo", afirmou o conselheiro do departamento das Instituições do cantão de Genebra, Laurent Moutinot.

 

Os políticos queriam evitar a todo custo que se repetissem os distúrbios ocasionados em anos anteriores.

 

Há anos, os protestos antiglobalização durante o Fórum de Davos não podem acontecer nesta estação alpina, que está praticamente "blindada" por 5 mil policiais, militares, e agentes de segurança privada.

Estadão

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