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Polícia israelense impede Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar Missa do Domingo de Ramos no Santo Sepulcro

Foto: Reprodução/Instagram Vatican News PT

Na manhã deste Domingo de Ramos (29), a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, de entrarem na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, onde se dirigiam para celebrar a Santa Missa.

A informação foi divulgada em comunicado conjunto pelo Patriarcado Latino e pela Custódia da Terra Santa, que classificaram a medida como “irracional, gravemente desproporcional e precipitada”, além de representar “um grave afastamento da razoabilidade, da liberdade de culto e do respeito ao Status Quo”.

Segundo o comunicado, os líderes foram detidos no trajeto, “enquanto seguiam de forma privada”, sem caráter de procissão, e obrigados a retornar. É “a primeira vez em séculos” que autoridades da Igreja são impedidas de celebrar a Missa do Domingo de Ramos no Santo Sepulcro, o que cria “um grave precedente” e ignora a sensibilidade de milhões de fiéis em todo o mundo, diz o comunicado.

O texto ressalta que, mesmo diante das restrições impostas pelo conflito na região, os líderes religiosos sempre atuaram com responsabilidade, cancelando encontros públicos, limitando a participação presencial e garantindo transmissões das celebrações.

Diante do ocorrido, o Patriarca e o Custódio expressaram “profundo pesar” aos cristãos na Terra Santa e no mundo, lamentando que a oração em um dos dias mais sagrados tenha sido impedida.

Para este domingo, está previsto que o cardeal Pizzaballa conduza uma oração pela paz no Santuário do Dominus Flevit, no Monte das Oliveiras, com bênção sobre Jerusalém. A celebração não terá presença da imprensa, sendo acompanhada apenas pela agência Reuters. A tradicional procissão do Domingo de Ramos também havia sido cancelada devido ao conflito.

Em mensagem anterior, o Patriarca destacou que a guerra impede uma celebração plena da Páscoa, descrevendo a situação como “uma ferida que se soma a outras”. No entanto, reforçou que “nenhuma escuridão, nem mesmo a da guerra, pode ter a última palavra”.

PB Agora

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