Por Elcio Nunes

Globo no ar, o mundo em suas mãos. São só dois dos muitos plantões de notícias que nos transmitia a Rádio Globo do Río de Janeiro e, no nordeste, a Rádio Clube de Pernambuco, com potência que atingia vários estados da federação brasileira a cada hora em suas programações diárias. Estou me referindo a cinquenta anos atrás. Ficávamos de ouvidos no rádio para estarmos bem informados.

Lembro-me muito bem quando cheguei a Texas, nos Estados Unidos, mais propriamente na cidade de Dallas, estou me reportando a trinta anos atrás, ansioso por ter notícias diárias do Brasil, um amigo me orientou a comprar um rádio de certa marca, que só me fazia ouvir com muito chiado a rádio Nacional de Brasília, tendo que pôr o aparelho, em certas posições para poder captar de um modo claro o som.

Jornais, tínhamos uma loja brasileira na cidade, que a cada sábado nos vendía os jornais O Globo, Estadão e Folha de São Paulo, com sete dias de atraso e, ainda nos dávamos por satisfeitos. Hoje, consulto a minha mente e faço um restrospecto daqueles dias… quanta facilidade para obtermos notícias que se encontram a nossa disposição, a temos em tempo real.

Nos assombra quando pensamos na lentidão dos anos passados. A tecnologia disparou em alta velocidade e nos traz a informação por vários canais de um modo assombroso. As redes sociais invadiram o mundo. Em todos os recantos onde possa existir ouvidos e olhos para dar-lhe audiência, aí ela está. Lembra-se dos jornais escritos, onde havia uma ou duas páginas dedicadas só a área social de pessoas que faziam parte da camada elitizada de uma cidade ou estado? Hoje, as redes sociais mudaram essa realidade, e cada pessoa com um celular nas mãos pode ter sua própria página social e publicar aniversários, casamentos e etc.

A elite perdeu esse privilégio que hoje é de todos. Daquele que vive na favela, como também ao que vive em castelos, o direito é o mesmo. Por quê descrevo tudo isso? Porque me assombro com tantas facilidades que Deus colocou em nossas mãos com o intuito de melhorar o nosso padrão educativo e de conduta, sim, não posso negar que em muitas pessoas houve uma revolução para melhor, porém, em milhões houve um comportamento negativo e retroativo em suas condutas e ações. O mundo universalizou-se. Hoje, podemos através das redes sociais, nos comunicarmos com pessoas nos sete continentes da terra de um modo assombroso e rápido. Até o fuxico entrou na era eletrônica e hoje o conhecemos pela frase inglesa “Fake News”.

Nós os humanos, poderíamos haver mudado para melhor com essa metamorfose eletrônica moderna, mas não, a humanidade, em sua maioria, a usa para proveito próprio e de um modo egoístico. Deus espera, que, como Bill Gates e tantos outros, usemos toda essa modernidade para sermos mais humanos, respeitarmos e ajudarmo-nos mutuamente. Você pode a partir de agora fazer a diferença.

Elcio Nunes

Cidadão Brasileiro

Por Elcio Nunes