O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (11) que o país precisa de uma "maior cooperação do Paquistão" para lutar contra a rede terrorista Al Qaeda.
Em entrevista ao programa "60 Minutes", da rede CBS, Obama destacou que as zonas tribais do noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, escapam ao controle e são "o epicentro do extremismo violento contra o Ocidente (…) e os Estados Unidos".
"Para eliminar o problema, para realmente perseguir a Al Qaeda (…) precisamos de maior cooperação do Paquistão. Não há qualquer dúvida", afirmou.
Também ontem o secretário de Defesa, Robert Gates, em visita-surpresa ao Iraque, disse que pessoas ligadas à rede terrorista Al Qaeda e a outros grupos estão fugindo da região do Waziristão do Sul, no Paquistão, por causa da megaofensiva realizada pelas forças locais.
"Vemos algumas evidências na inteligência de que [as forças paquistanesas] estão expulsando a Al Qaeda e alguns outros terroristas do Waziristão do Sul. Eles estão fugindo, alguns deles estão falando em voltar para o Afeganistão", afirmou Gates a soldados dos EUA durante visita ao norte do Iraque. "Acho isso bom."
Obama anunciou no começo deste mês, o envio de 30 mil soldados adicionais ainda no primeiro semestre de 2010 para o Afeganistão, com intuito de acelerar a passagem da responsabilidade sobre a segurança do país para os cidadãos afegãos e a retirada das tropas americanas, prevista para começar já em julho de 2011.
Na quinta-feira (10), Obama foi a Oslo, na Noruega, receber seu prêmio Nobel da Paz. No discurso, o americano causou surpresa ao afirmar que a guerra é, às vezes, necessária para a manutenção da paz. "A crença de que a paz é desejável raramente é o suficiente para alcançá-la", alertou Obama. "A força é necessária e não há cinismo nisso, apenas o reconhecimento de nossa história."
Folha
