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Mulher de premiê diz que não se casaria com ele em outra vida

Mulher de premiê japonês diz que não se casaria com ele em outra vida

A mulher do primeiro-ministro japonês afirmou que não se casaria novamente com o mandatário, Naoto Kan, caso tivesse uma outra vida.

Nobuko Kan disse em uma entrevista que gostaria de fazer algo completamente diferente se tivesse a chance de escolher.

"Eu já vivi esta vida uma vez. Não estaria interessada em fazer o mesmo de novo", disse Nobuko a jornalistas em Tóquio.
"Prefiro viver uma vida totalmente diferente."

Nobuko é famosa no Japão por seus quimonos elegantes e pela língua afiada. O primeiro-ministro já a descreveu como a oposição em casa e como sua crítica mais dura.

APOIO

A primeira-dama japonesa afirmou que apoia o marido, pois é tão dura com ele em casa que Naoto Kan prefere ir ao Parlamento, enfrentar um debate.

"Meu marido às vezes me diz que realmente detesta ‘ir ao Parlamento, pois todos são tão cruéis e críticos, mas é muito mais fácil ser submetido a este criticismo no Parlamento do que brigar em casa, com você’", conta Nobuko.

"Esta é uma forma de tirar ele de casa e fazer ele ir ao Parlamento, então talvez esta seja uma forma de apoiá-lo", disse.

Nobuko e Naoto Kan são casados há 40 anos.

A primeira-dama já transformou em arte o ato de criticar entes queridos lançando, em 2010, um livro no qual questionou publicamente a capacidade de seu marido de governar o país.

Com o título O que vai mudar no Japão agora que você é primeiro-ministro, Nobuko Kan critica desde o primeiro discurso de Naoto Kan no Parlamento até o seu senso de moda e inabilidade para cozinhar.

Ela também revelou que, quando se mudou para a residência oficial do primeiro-ministro, tinha colocado na mala apenas roupas de verão caso o premiê fosse tirado do cargo rapidamente.

Naoto Kan assumiu o cargo de primeiro-ministro do Japão em junho de 2010 e já sofreu uma grande queda em sua popularidade.

Kan está reorganizando seu gabinete e ministérios para enfrentar uma ameaça da oposição, de paralisar o governo.
 

Folha.com

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