O ator e diretor de cinema norte-americano Dennis Hopper morreu neste sábado (29), aos 74 anos, segundo um amigo da família citado pela agência Reuters e segundo sua produtora.
Ele faleceu cercado por seus parentes, em sua casa em Venice, subúrbio de Los Angeles, às 8h15 locais (12h15 de Brasília), segundo Alex Hitz, amigo do ator e diretor de "Sem destino" (no título original "Easy rider")
Ele sofria de câncer na próstata e morreu de complicações decorrentes da doença. Hopper deixa quatro filhos. O funeral do ator está sendo organizado
Divórcio conturbado
Sua condição de saúde piorou desde setembro de 2009, mas Hopper continuou a trabalhar até o fim de sua vida, tanto na série norte-americana de TV a cabo "Crash", quanto em um livro de suas fotografias (um de seus principais hobbies).
Contudo, seus últimos meses de vida foram marcados pelo divórcio conturbado de sua quinta esposa, a atriz Victoria Duffy.
Dentre seus casamentos, que marcam uma vida agitada (com vício em drogas e álcool), está uma união com a cantora Michelle Phillips, do grupo Mamas and the Papas, em 1970. O casamento durou oito dias e segundo ela declarou à época à revista "Vanity Fair", terminou devido ao tratamento "brutal" a que era submetida.
Hopper dirigiu e atuou em "Sem destino", de 1969, um road movie considerado sua obra-prima e um pilar da contracultura e do movimento hipper na década.
Hopper teve uma carreira prolífica, que durou mais de 50 anos. Ele surgiu ao lado de James Dean em "Rebelde sem causa" e "Assim caminha a humanidade", nos anos 1950. Também atuou em "Apocalypse now", de Francis Ford Coppola, e "Veludo azul", de David Lynch.
Ele recebeu duas nomeações para o Oscar: pelo roteiro de "Sem destino", e por uma atuação como um técnico de basquete alcoólatra em "Hoosiers", de 1986.
Segundo a crítica, "Sem destino" mudou a história do cinema americano, ao abrir caminho nos anos 1970 para uma nova geração de diretores em Hollywood, como Coppola e Martin Scorsese.
G1








