Ministros do meio ambiente dos 192 países participantes da Conferência do Clima em Copenhague (COP-15) chegaram este fim de semana a Copenhague e já começaram a tentar diminuir o racha entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. A próxima, e última, semana da conferência é considerada decisiva para se chegar a um acordo sobre as mudanças climáticas. Na manhã deste domingo, o arcebispo Desmond Tutu reuniu uma multidão durante a cerimônia de entrega de uma petição assinada por 512.894 pessoas para Yvo de Boer, secretário executivo da cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Veja fotos dos protestos em Copenhague
Yvo de Boer afirmou neste domingo que espera que tanto as nações ricas como as mais pobres façam mais concessões para chegar a um acordo sobre a redução das emissões. De Boer frisou a briga entre China e Estados Unidos, os principais poluidores, e pediu que os governantes fizessem mais não só para o seu país, como para todos os outros.
– A China quer que os Estados Unidos façam mais concessões. Os Estados Unidos querem que a China ceda mais. Eu espero que chegue o dia em que todos os países queiram fazer mais uns pelos outros – afirma o secretário executivo.
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Esta semana, líderes como o presidente americano, Barack Obama, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegam para participar da cúpula na Dinamarca.
Entre os principais pontos de discussão estão como e quanto devem ser os cortes das emissões e quem deve pagar pelas perdas financeiras causadas pela medida. Países como China e Índia afirmam que nações industrializadas é que devem pagar a conta, e que suas metas de redução devem ser maiores do que as dos países em desenvolvimento.
– Um acordo certamente é possível. Se todos nós confiarmos que estamos aqui com coragem e convicção para fazer o bem, podemos chegar a um acordo justo em Copenhague – declarou o ministro do meio ambiente indiano Jairam Ramesh.
Violência e protestos
Neste fim de semana, protestos em Copenhague reuniram mais de 100 mil pessoas. Os manifestantes fizeram uma passeata até o Bella Center, onde acontecem as reuniões, e pediram cortes mais duros e decisões mais firmes aos governantes. Cerca de 900 pessoas foram detidas. Dezesseis dela permanecem sob custódia policial.
Os policiais dinamarqueses montaram um forte esquema de segurança, envolvendo milhares de policiais, no trecho de seis quilômetros onde ocorreu o protesto, isolando prédios e fechando algumas ruas. Os manifestantes foram acompanhados por helicópteros. Além de manifestações violentas em Copenhague, sede da Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP-15), grupos se reuniram na Austrália, nas Filipinas, na África do Sul, no Japão e na China.
O Globo








