O médico de Michael Jackson, Conrad Murray, parou as tentativas de reanimação que realizava no cantor e atrasou a ligação aos serviços de emergência para recolher e separar os remédios presentes no quarto, relata a imprensa americana.
Murray foi acusado formalmente em fevereiro de homicídio involuntário (culposo) pela morte do "Rei do Pop". Foi solto após pagamento de fiança e espera o julgamento, que começará no dia 5 de abril em Los Angeles.
Os detalhes sobre o que aconteceu durante o socorro ao cantor foram revelados aos investigadores pelo diretor de logística de Jackson, Alberto Álvarez.
Segundo o relato, reproduzido nesta terça-feira (23) pela imprensa, ao entrar no quarto, Álvarez viu o cantor, que parecia estar morto, com a boca entreaberta, os olhos abertos e uma agulha ligada à perna. Então, perguntou ao médico o que havia acontecido, que respondeu que Jackson havia sofrido “uma má reação”.
De acordo com declarações de Álvarez, o médico tentou de todas as formas salvar a vida do popstar, e até fez uma respiração boca a boca, enquanto ele mesmo se ocupava da reanimação cardiopulmonar.
Depois, o médico recolheu alguns frascos e pediu a Álvarez para colocá-los em uma bolsa. Somente após os medicamentos terem sido recolhidos, o médico ligou para o serviço de emergência, segundo a testemunha.
A necropsia confirmou que a causa da morte de Michael, no dia 25 de junho de 2009, foi intoxicação aguda por remédios, principalmente propofol.
G1
