Mais três corpos de ocupantes do voo 447 da Air France foram levados na manhã deste sábado ao arquipélago de Fernando de Noronha (PE) pelas equipes da Marinha e da Aeronáutica, responsáveis pelo trabalho de busca.
A FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou o envio dos corpos, mas ainda não deu detalhes. O envio de 21 corpos ao IML (Instituto Médico Legal) de Recife por um avião Hércules C-130 da FAB previsto para acontecer por volta das 13h deste sábado sofreu um atraso, segundo a Polícia Federal.
A análise em Fernando de Noronha consiste em retirada de impressões digitais, fotografias dos corpos e procuram sinais, como acnes e tatuagens, por exemplo, que facilitem o trabalho.
O IML (Instituto Médico Legal) de Recife o menos 16 corpos já em processo de identificação estão irreconhecíveis e em adiantado estado de de decomposição.
O avião, com 228 pessoas a bordo, caiu no oceano Atlântico na noite de 31 de maio, quando operava um voo entre o Rio e Paris. Ontem foram recolhidos por navios franceses mais seis corpos, o que eleva a 50 o total já resgatado. Mesmo assim, o comando brasileiro destacou que esses novos corpos só serão contabilizados quando forem transferidos para navios brasileiros.
Destroços
Os primeiros destroços do Airbus-A330 que fazia o voo 447 da Air France recolhidos no mar não contêm sinais de chamuscamento ou de ação de fogo. As 37 peças, resgatadas e apresentadas ontem em Recife, estão dilaceradas, em pedaços de no máximo 3 metros de comprimento.
Segundo especialistas, a condição do material apresentado, aliada ao estado dos corpos já encontrados –com sinais de fraturas e nenhum deles carbonizado–, fortalece a tese de que não houve explosão no ar, pelo menos em parte do avião.
Folha








