O Parlamento da Lituânia rejeitou nesta quinta-feira o pedido de investigação sobre uma suposta prisão secreta que a CIA (agência de inteligência americana) mantinha no país para suspeitos de participarem da rede terrorista Al Qaeda.
Em agosto passado, a rede de TV americana ABC News afirmou que a Lituânia, junto à Polônia e Romênia, forneceram local para a construção de prisões secretas da agência americana, onde suspeitos eram presos e interrogados.
"O comitê concluiu que não há informação factual que confirme, ao menos em parte, as alegações da mídia e não há meios de se conduzir nenhuma investigação", disse o Comitê do Parlamento de Segurança e Defesa, em comunicado.
A presidente Dalia Grybauskaite afirmou durante visita recente a Bruxelas que não tinha informação sobre qualquer prisão secreta e que a Lituânia investigaria a denúncia.
Arvydas Anusauskas, chefe do comitê parlamentar, afirmou que o repórter da ABC News se recusou a fornecer suas fontes.
"Não podemos voltar a discutir o assunto a menos que recebamos nova informação ou novas circunstâncias pareçam", disse Anusauskas.
O jornal "Washington Post" afirmou pela primeira vez, em 2005, que as prisões secretas existiam na Europa e faziam parte da guerra ao terrorismo do então presidente George W. Bush.
Barack Obama determinou o fim das prisções secretas e dos métodos abusivos de interrogatório usados pela CIA poucos dias depois de assumir a Casa Branca, em janeiro deste ano.
Folha







