Por pbagora.com.br

O governo japonês ordenou nesta quinta-feira, 26, que o Exército prepare um sistema para interceptar qualquer fragmento perigoso resultante do lançamento de um foguete norte-coreano. Pyongyang anunciou que irá lançar um satélite entre 4 e 8 de abril, o que foi visto pelo Ocidente como pretexto para o teste de míssil de longo alcance que poderia atingir o Alasca. O equipamento já está na plataforma de lançamento.

"Dei uma ordem para preparar a destruição de qualquer objeto que poderia cair no Japão como resultado de um acidente envolvendo um objeto voador da Coreia do Norte", disse o ministro da Defesa Yasukazu Hamada após um encontro do Conselho de Segurança japonês.

 

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul advertiram nesta quinta-feira para as sérias consequências de um possível lançamento de um foguete pela Coreia do Norte. A Casa Branca afirmou que o lançamento do míssil será um "ato de provocação" e violará as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

Há suspeitas de que Pyongyang irá realizar um novo teste do míssil de três estágios Taepodong-2, que teria alcance superior a quatro mil quilômetros. Em junho de 2006, o primeiro teste do Taepodong-2 foi um fracasso e o projétil caiu 40 segundos após ser lançado. Os EUA e outros países afirmam que, caso o lançamento ocorra, deve haver sanções ao país.

 

A questão do míssil coloca a Coreia do Norte, segundo analistas, exatamente onde o fechado regime comunista deseja: no centro das atenções de Washington. "Essa ação é algo que não poderá ser ignorado e é uma maneira de atrair a atenção da administração Obama e dos EUA", disse Daniel Pinkston, analista político do think tank International Crisis Group.

 

Segundo analistas políticos, a Coreia do Norte planeja estabelecer relações diretas com o presidente norte-americano Barack Obama, com a intenção de burlar os pactos internacionais de desarmamento que exigem que o Norte desmantele seu programa nuclear em troca de combustível e comida. A Coreia do Norte testou com sucesso sua primeira bomba atômica em 2006.

 

REAÇÃO

 

A Coreia do Norte adotará "duras medidas" caso o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) condene o lançamento de foguete que o país asiático pretende promover. Em nota divulgada pela agência estatal de notícias da nação comunista captada em Seul, o governo norte-coreano reafirmou que pretende apenas lançar um satélite de comunicações e reivindicou seu direito de desenvolver um programa espacial.

estadao.com.br

Deixe seu Comentário