Por pbagora.com.br

O executivo-chefe da Intel, Paul Otellini, condenou nesta quarta-feira (13) a multa aplicada à empresa pela União Europeia, no valor de 1,06 bilhão de euros (quase R$ 3 bilhões), por práticas anticompetitivas. A companhia, que vai recorrer da decisão, afirma que a medida "ignora a realidade da alta competitividade do mercado de microprocessadores".

"Não acreditamos que as nossas práticas violaram as leis europeias", diz Otellini, em comunicado. A empresa é acusada de pagar ilegalmente a fabricantes de computadores para que adiassem ou cancelassem o lançamento de produtos contendo chips fabricados por uma de suas principais concorrentes, a AMD.

 

A Intel afirma que nunca vende produtos abaixo do preço de custo, mas que, em razão de um processo constante de inovação, melhorias de manufatura e "desenvolvimento de uma liderança tecnológica", pode "fornecer descontos em produtos, para competir em um mercado altamente competitivo".

Um perde, outro ganha

"O resultado natural de um mercado competitivo com apenas dois grandes fornecedores é que quando uma empresa ganha as vendas, a outra perde", diz Otellini. Intel domina cerca de 80% do mercado de computadores pessoais no mundo.

A Comissão Europeia –órgão executivo da UE– afirma que a Intel concedeu benefícios a fabricantes como Acer, Dell, HP, Lenovo e NEC para comprar quase todos os seus processadores do tipo X86 e pagou a eles para interromper ou atrasar o lançamento de computadores com chips da AMD.

O órgão também diz que a companhia pagou ao maior varejista do setor de eletrônicos da Alemanha, a Media Saturn Holding, dono das lojas MediaMarkt, entre 2002 e 2007, para armazenar apenas PCs com produtos Intel.

A multa, um recorde na história da UE, foi calculada com base nas vendas de chips da empresa na Europa durante os anos em que a prática foi detectada. A Europa foi responsável por cerca de 30% dos 22 bilhões de euros (R$ 62 bilhões) que a empresa obteve com a venda de chips ano passado.

 

 

 

 

Folha

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