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Inglesas acusadas de tentar aplicar o golpe da bagagem são inocentadas

Decisão é da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.
Elas foram autorizadas a voltar para a Inglaterra.

As turistas inglesas Shanti Simone Andrews e Rebecca Claire Turner – condenadas em agosto deste ano a prestar serviços comunitários por tentar aplicar o golpe da bagagem (forjar o roubo de pertences para receber dinheiro da seguradora) – foram absolvidas nesta quinta-feira (17). As duas, que chegaram a ficar presas durante sete dias do mês de julho, foram autorizadas a voltar para a Inglaterra.

 

Elas foram inocentadas em julgamento na 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. De acordo com o advogado Sérgio Pitta, o juiz acolheu uma das premissas da defesa, que alegou que a polícia pediu que um funcionário do albergue entrasse no quarto das turistas, sem autorização judicial, para verificar se estavam lá objetos que as duas afirmaram terem sido furtados.

As turistas chegaram a ser condenadas por três crimes: falsidade ideológica, falsa comunicação de crime e tentativa de estelionato, em agosto.

 

Shanti e Rebeca procuraram na madrugada de 27 de junho, a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), no Leblon, na Zona Sul do Rio, dizendo que tinham sido furtadas durante uma viagem de ônibus de Foz do Iguaçu para o Rio de Janeiro. Na delegacia, as jovens informaram ainda que tiveram suas malas e documentos roubados.

Agentes desconfiaram de versão

Os agentes desconfiaram do depoimento das turistas ao perceberem que elas ainda portavam os passaportes. Os policiais foram até o albergue onde elas estavam hospedadas, em Copacabana, e constataram que alguns pertences que elas disseram ter sido roubados ainda estavam no local.

 

Segundo a defesa das inglesas, as duas continuam confirmando que foram roubadas, mas admitiram que aumentaram na delegacia o número de pertences roubados. A defesa também citou que antes de a polícia checar quais objetos haviam sido roubados, no quarto das inglesas, um funcionário do albergue, a mando da polícia teria entrado no quarto sem autorização judicial.

G1

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