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Imigrantes morrem no Mediterrâneo após Otan rejeitar pedido de socorro, diz jornal

Dezenas de imigrantes africanos morreram no Mediterrâneo a bordo da embarcação em que viajavam após militares europeus e unidades da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) terem aparentemente ignorado seus pedidos de ajuda, informou em sua edição on-line o jornal britânico "The Guardian".

A embarcação, que levava 72 pessoas a bordo –incluindo mulheres, crianças e refugiados políticos–, sofreu uma avaria no fim de março após deixar o porto de Trípoli, na Líbia, com destino a ilha italiana de Lampedusa.

Apesar dos sinais de alarme enviados à guarda costeira italiana e de um contato feito com um helicóptero e um navio de guerra da Otan, ninguém foi em socorro dos imigrantes, segundo o jornal britânico.

Somente onze pessoas que viajavam na embarcação, que esteve a deriva no mar durante dezesseis dias, conseguiram sobreviver.

"Cada manhã, ao acordarmos, encontrávamos mais mortos, que deixavamos a bordo vinte e quatro horas antes de jogá-los no mar", relatou ao jornal Abu Kurke, um dos sobreviventes.

O direito marítimo internacional obriga todos os barcos, incluindo os militares, a anteder chamados de socorro dos barcos que se encontram nas proximidades e prestar auxílio.

As organizações defensoras dos direitos dos refugiados exigiram uma investigação do ocorrido.

Lampedusa, que tem 20 quilômetros quadrados, é o ponto mais meridional da Itália e, portanto, mais próximo do norte da África. O desembarque de navios com imigrantes africanos no local tem sido frequente, principalmente após o início da onda de revoltas nos países do norte do continente.

No último fim de semana, três embarcações –também provenientes da Líbia, com cerca de 1.350 imigrantes ilegais a bordo, chegaram durante a madrugada a Lampedusa, elevando para mais de 2.000 o número de imigrantes africanos que desembarcaram na ilha italiana desde a última quinta-feira.

 

 

 

Folha.com

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