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Hamas diz querer manter a calma na faixa de Gaza, após ataques de Israel

Líderes do grupo militante islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza, disseram ter contatado grupos armados do local, nesta sexta-feira, pedindo para evitar ataques que possam provocar uma reação militar de Israel.

Na noite desta quinta-feira, aviões israelenses realizaram uma série de ataques contra a Faixa de Gaza. Foi o pior ataque à região desde o fim da ofensiva de Israel no local, em janeiro de 2009.

O Exército israelense alegou que os bombardeios foram uma resposta ao lançamento de um foguete palestino contra a cidade israelense de Ashkelon, nesta quinta-feira. Segundo Israel, foram atingidos duas fábricas e dois depósitos de armamentos.

Segundo o Hamas, os ataques aéreos também atingiram dez locais, incluindo uma fábrica de queijos e um complexo cinematográfico construído pelos líderes do Hamas. Três crianças palestinas ficaram feridas e estão hospitalizadas, segundo o representante de saúde em Gaza, o médico Moaiya Hassanain.

O Hamas acusou Israel de uma escala de violência contra Gaza, em comunicado divulgado após os ataques aéreos, mas disse também que estava "fazendo contato com as facções para manter o acordo interno".

Contexto

No ano passado, Israel conduziu uma guerra em Gaza, após anos de ataques de foguetes. Desde então, o Hamas tem tentado evitar provocações que pudessem levar a uma ação militar israelense.

A liderança do grupo militar islâmico, aparentemente, não quer ser vista como responsável pelo aumento do sofrimento na faixa de Gaza, onde 80% da população depende de suprimentos da ONU (Organização das Nações Unidas) para sobreviver.

Os moradores de Gaza não conseguiram reconstruir o local após as ofensivas israelenses. Israel e Egito impuseram um bloqueio, que impede a entrada de produtos como cimento e aço na faixa de Gaza.

O Exército israelense afirmou em comunicado que cerca de 20 foguetes e morteiros foram atirados contra Israel da faixa de Gaza no mês de março, incluindo um que matou um trabalhador rural tailandês. No total, mais de 40 foguetes e morteiros foram lançados contra Israel desde o começo do ano, segundo a contagem dos militares.

O Hamas não assumiu a autoria de nenhum foguete por mais de um ano. A maioria dos ataques recentes foram assumidos por grupos considerados mais radicais que o Hamas, que acusam o grupo de ter amolecido no confronto armado com Israel.

O Hamas se envolveu numa troca de tiros com forças israelenses na semana passada, no primeiro incidentes do tipo desde a guerra na faixa de Gaza, em janeiro de 2009. Dois soldados e um civil palestino morreram.

Folha

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