Milton Claros, ministro de Obras Públicas da Bolívia, anunciou neste domingo que o Governo boliviano vai entrar com um processo de investigação contra a LaMia, responsável pelo voo que transportava a delegação da Chapecoense. Segundo ele, uma equipe vai analisar a autorização dada pela Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) para o funcionamento da companhia aérea.
Segundo Claros, há indícios de possíveis irregularidades no cumprimento de deveres, falta de controle interno, uso indevido de influências e omissão de denúncia. O ministro afirma que há um conflito de interesses e um possível tráfico de influência diante de relações diretas entre um diretor da DGAC e um gerente da LaMia.
– Nos chama muito a atenção que exista uma relação entre servidores e esta companhia. Vamos chegar ao fundo do assunto, que tipo de relação existe e vamos iniciar as ações penais e civis necessárias. Estamos entrando com um processo como Governo contra a empresa LaMia e seus funcionários.
Gustavo Steven Vargas Villegas, diretor de Registro Aeronáutico Nacional da Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia (DGAC), seria filho de Gustavo Vargas, diretor geral da LaMia e ex-piloto do grupo aéreo da presidência.
O ministro também solicitou ao Ministério de Transparência para investigar algum vínculo que possa existir dentro da LaMia. Claros assegurou que estas perguntas serão feitas a sócios, diretores e capitais que formam a empresa. Segundo ele, há um prazo de 10 dias para se ter os resultados da investigação.
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