A guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) reconheceu nesta terça-feira a morte de oito índios na zona rural do município colombiano de Barbacoas, no departamento de Nariño, segundo um relatório divulgado onde acusa os índios de serem informantes do Exército na região.

 

 

 

Segundo o documento assinado pelo guerrilheiro Antonio José de Sucre, os índios foram capturados em 6 de fevereiro do ano passado, por um grupo rebelde. "Em represália a morte de vários guerrilheiros na região, o grupo decidiu sequestrar e matar os índios", informa o relatório.

 

No comunicado, divulgado pela agência Anncol, grupos indígenas asseguram que em uma semana, os guerrilheiros assassinaram 27 índios da etnia Awa, apesar das autoridades não terem encontrado os corpos. Segundo o relatório, não há nenhum trabalho dirigido contra os índios, "mas contra pessoas independente de raça, religião, etnia e condição social".

 

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que o documento "se trata de uma confissão de como agem as Farc". "São um grupo que não tem o mínimo de escrúpulos. Que são capazes de matar índios desarmados, como confirmou um sobrevivente da chacina. É um grupo que merece o desprezo de todo o mundo", disse.

 

De acordo com o relatório, a divulgação das mortes mostra "como as Farc estão perdendo espaço político, nacional e internacional e que a comunidade internacional tem que se manifestar de maneira clara e contundente contra a organização pelo assassinato horrível e a punição dos mesmos que cometeram".

 

Folha Online

 

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